Férias, veraneio e viagens fora da cidade impactam diretamente o número de doações de sangue no Rio Grande do Norte. Nos meses de janeiro e fevereiro, o movimento no Hemonorte costuma cair, enquanto a demanda por transfusões permanece constante. Segundo a diretora de Hemoterapia, Ivana Vilar, esse cenário se repete em todo período de feriado prolongado. “As pessoas viajam, saem da cidade e, com isso, diminui o número de doadores e, consequentemente, o nosso estoque”, explica.
Atualmente, o Hemocentro mantém cerca de 600 bolsas de sangue, quantidade considerada regular. No entanto, a proximidade do Carnaval acende um alerta. O período é marcado por festas, aglomerações e aumento no número de acidentes, o que pode elevar a demanda por sangue em mais de 30%.
Para apenas três dias de festa, a necessidade pode chegar a até mil bolsas. O tipo O negativo, considerado doador universal, é o mais crítico. “Os fatores RH negativo costumam estar sempre com estoque baixo, especialmente o O negativo”, destaca Ivana.
Doador há 15 anos, Luan Jacobi reforça a importância da mobilização antes do Carnaval. “São minutos para quem doa e uma vida inteira para quem recebe. Não precisa acontecer algo com a gente para entender a importância de ajudar”, afirma.
O Hemonorte reforça que todas as tipagens são essenciais e faz um apelo para que os doadores compareçam antes do período festivo.
Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 quilos, ter dormido bem, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas e apresentar um documento oficial com foto.
O Hemonorte fica localizado na Avenida Alexandre Indialenca, próximo ao Parque das Dunas, em Natal.