Sindsaúde denuncia falhas em elevadores no Walfredo Gurgel, mas Sesap nega problemas

Sesap negou a afirmação do Sindsaúde e disse que os elevadores estão em pleno funcionamento

Segundo o Sindsaúde, os problemas relacionados ao funcionamento dos elevadores seguem sendo recorrentes e comprometem diretamente o atendimento aos pacientes - Foto: Reprodução

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte denunciou nesta terça-feira (16) que o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, ainda está com os elevadores sem funcionar, sem maqueiros disponíveis e com a alimentação fora dos “padrões”. A Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap), por sua vez, negou a afirmação do Sindsaúde e disse que os elevadores estão em pleno funcionamento e o pagamento dos terceirizados foi efetuado normalmente, por isso, não haveria motivo para haver ausência da parte deles no hospital.

De acordo com o Sindsaúde, a situação estrutural do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel permanece crítica, apesar das negativas apresentadas pela Secretaria de Saúde Pública do Estado. Segundo o Sindsaúde, os problemas relacionados ao funcionamento dos elevadores seguem sendo recorrentes e comprometem diretamente o atendimento aos pacientes e as condições de trabalho dos profissionais de saúde.

De acordo com o sindicato, no prédio do Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, dos dois elevadores existentes, apenas um foi consertado na manhã desta terça-feira (16), enquanto o outro continua quebrado, sem previsão de reparo. Já no prédio principal do Hospital Walfredo Gurgel, os dois elevadores estariam funcionando de forma instável, apresentando falhas frequentes, o que obriga trabalhadores de setores como o laboratório a utilizarem escadas durante todo o plantão. A situação, segundo o Sindsaúde, provoca desgaste físico excessivo e compromete a segurança e a qualidade da assistência prestada.

Ainda conforme a denúncia, durante a madrugada desta terça-feira, pelo menos 29 pacientes deixaram de ser transferidos para outros setores da unidade, incluindo o Centro Cirúrgico, devido à impossibilidade de uso dos elevadores. O registro foi feito por meio de mensagem enviada às 3h40 em um grupo institucional do pronto-socorro, relatando a existência de pacientes que precisavam ser encaminhados para procedimentos cirúrgicos sem que houvesse elevador disponível para o transporte.

O cenário, segundo o sindicato, tornou-se ainda mais grave com o início da greve dos maqueiros, também nesta terça-feira, o que inviabilizou o transporte manual de pacientes pelas escadas. Para a entidade, além de desumana, essa alternativa representa risco direto à vida dos usuários do Sistema Único de Saúde e à integridade física dos trabalhadores.