Análise: o relógio político de Ezequiel Ferreira começa a contar

Presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), durante tentativa de abrir sessão plenária desta quarta-feira (6) - Foto: Eduardo Maia / ALRN
Foto: Eduardo Maia / ALRN

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, continua sendo uma das peças mais aguardadas do tabuleiro político para a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Embora mantenha silêncio sobre qual palanque irá subir, o calendário eleitoral começa a estabelecer prazos que podem obrigá-lo a definir seu posicionamento.

O primeiro marco é o dia 26 de julho, quando o pré-candidato Álvaro Dias realiza sua convenção partidária, evento que contará com a presença do senador Flávio Bolsonaro. A expectativa é que essa seja uma oportunidade para um eventual anúncio de apoio, caso haja entendimento entre as partes.

Outro prazo importante será a convenção do pré-candidato Cadu Xavier. Embora a data ainda não tenha sido definida, aliados também trabalham com a possibilidade de que Ezequiel anuncie seu posicionamento nesse momento.

Há ainda a convenção do próprio PSDB, partido presidido por Ezequiel no estado. O evento também poderá servir de palco para oficializar o rumo que a legenda seguirá na disputa majoritária.

No entanto, existe um período considerado decisivo: o intervalo entre 20 de julho e 5 de agosto, prazo legal para realização das convenções partidárias. É dentro dessa janela que cresce a expectativa para que o presidente da Assembleia revele seu destino político.

O histórico reforça essa possibilidade. Em 2022, Ezequiel só confirmou apoio à então candidata à reeleição, Fátima Bezerra, no dia da convenção partidária, adiando sua decisão até o último momento. O cenário de 2026 é diferente, mas a estratégia de manter o suspense pode se repetir.

Até lá, o silêncio de Ezequiel continua alimentando especulações e mantém aberta uma das principais incógnitas da sucessão estadual.