Atentados contra lideranças do PL no RN voltam ao centro do debate político

Tacio Cavalcanti

Foto: Cláudio Júnior/ Câmara Municipal de Mossoró

O atentado sofrido pelo vereador Cabo Deyvison (PL) em Mossoró, que resultou na morte de seu assessor Alyson Dyego e deixou o parlamentar ferido, reacendeu a lembrança de um dos episódios mais marcantes da política potiguar recente: o ataque contra Wendel Lagartixa e o então candidato a deputado federal Sargento Gonçalves durante a campanha eleitoral de 2022.

Naquele episódio, ocorrido em Ceará-Mirim, homens armados abriram fogo contra a comitiva dos candidatos do PL durante uma caminhada política. Houve intensa troca de tiros e dois suspeitos morreram. O caso ganhou repercussão nacional e marcou a reta final das eleições daquele ano.

Quase quatro anos depois, um novo atentado envolvendo uma liderança do mesmo partido coloca novamente a violência política e a atuação do crime organizado no centro das discussões no Rio Grande do Norte. Segundo as primeiras linhas de investigação, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Cabo Deyvison era o alvo dos criminosos, em razão de sua atuação e das denúncias relacionadas às facções criminosas em Mossoró.

Nos bastidores políticos, a sucessão de episódios reforça o debate sobre segurança de candidatos e agentes públicos, especialmente daqueles que mantêm atuação direta no enfrentamento à criminalidade. O caso também deve intensificar a cobrança por investigações rápidas e pela responsabilização dos autores do atentado.