Aliança articula reunião para confirmar Rafael ao Senado e alinhar estratégia

Articulação envolve PT, PV, PSB, PDT, PCdoB e Rede Sustentabilidade, que já têm encontro marcado para o início deste mês

foto: Assessoria CMN e Câmara dos Deputados

Os partidos que integram a base política da governadora Fátima Bezerra devem se reunir entre os dias 6 a 8 ( essa semana) para consolidar a indicação do PDT à disputa pelo Senado. O nome escolhido pela legenda é o de Rafael Motta, que tende a compor chapa ao lado de Samanda Alves.

A articulação envolve PT, PV, PSB, PDT, PCdoB e Rede Sustentabilidade, que já têm encontro marcado para o início de maio. A expectativa é de que a decisão do PDT, baseada em levantamentos internos, seja validada sem resistência, fechando o desenho da chapa.

Para Rafael Motta, esse momento marca o ponto de partida para uma atuação mais incisiva na pré-campanha. Desde que foi escolhido internamente pelo PDT, ele vinha adotando uma postura mais contida, aguardando o posicionamento conjunto dos aliados.

Apesar do cenário de convergência, há leituras dentro do próprio grupo que indicam possíveis ruídos. Isso porque algumas sondagens apontam desempenho competitivo de Rafael, o que pode gerar debate sobre o espaço de cada candidatura dentro da aliança.

A tendência, no entanto, é de que o PT dê sustentação ao arranjo e atue para manter a unidade. A estratégia passa por evitar dispersão de votos no campo da esquerda, especialmente diante da presença de Zenaide Maia no cenário eleitoral.

Nesse contexto, a formação de uma dobradinha ao Senado exige equilíbrio. A lógica interna aponta para Samanda como principal nome do primeiro voto, enquanto Rafael surge como alternativa competitiva para o segundo, ampliando as chances do grupo.

Diferentemente de 2022, quando disputou sem uma base estruturada e alcançou cerca de 23% dos votos, Rafael agora conta com o respaldo de uma aliança consolidada, fator que pode influenciar diretamente no desempenho da pré-campanha.