
Zé Eduardo volta para o Cruzeiro e o América negocia com o time mineiro uma compensação que pode ser financeira com percentual em cima de negociação do atleta e cessão de jogadores que não estão sendo aproveitados. O fato determinante para a volta do atacante para o Cruzeiro foi esse, muito acima do rendimento dele em campo e não vai aqui nenhum demérito ao futebol de Zé Eduardo. Se o Cruzeiro não estivesse tão enrolado nas questões financeiras e de sanções da Fifa, Zé Eduardo cumpriria tranquilamente o contrato dele com o América, que foi o grande perdedor em toda essa negociação.
O Cruzeiro não pode fechar novas contratações, já que o continua proibido pela Fifa de registrar jogadores por conta de uma dívida de 1.159.786,31 euros (cerca de R$ 7 milhões) com o Zorya, da Ucrânia, referente à compra dos direitos econômicos do atacante Willian, em julho 2014.
O clube só se livrará do “transfer ban” se quitar integralmente o débito ou ter o recurso aceito na Fifa. A diretoria afirmou na última terça-feira que a perícia responsável por analisar a troca de correspondências concluiu a autenticidade dos e-mails do Zorya aceitando a proposta de parcelamento de 1 milhão de euros em dez vezes e cedendo os créditos ao Alik Football Management, da Estônia. Os ucranianos contestaram esse acordo na entidade máxima do futebol.
Em razão dessa sanção, a direção cruzeirense ainda não pôde regularizar as situações de Iván Angulo, emprestado pelo Palmeiras até o fim da Série B, e Matheus Índio, ex-meia-atacante do Estoril de Portugal. Por outro lado, o meia Marquinhos Gabriel, que retornou de empréstimo do Athletico Paranaense, teve o vínculo reativado no BID da CBF, pois seus direitos federativos já pertenciam à equipe mineira. O mesmo critério será aplicado no caso de Zé Eduardo.