
Continuo insistindo que o América é mais time que o Floresta que por sua vez foi mais competente no primeiro tempo da decisão valendo o acesso para a Série C. Leston Júnior analisou melhor, leu melhor o jogo e não permitiu que o time de Paulinho Kobayashi jogasse. Mas não posso dizer que time por time, que na qualidade técnica/individual o Floresta é melhor que o América. Não é! Com todo o respeito ao bom trabalho de Leston Júnior que deu um passo importante neste primeiro confronto, mas não é. O Leston deu um nó em Kobayashi e não deixou o time do América jogar.
Continuo insistindo que a formação com que Kobayashi começou o jogo na Arena Castelão era a ideal naquele momento, mas também insisto que o treinador do América demorou uma eternidade para perceber que precisava mexer na equipe, que do jeito que estava jogando não ia conseguir o forte bloqueio dos cearenses. Kobayashi não viu essa necessidade. Passou 45 minutos mais os acréscimos do primeiro tempo sem criar uma única jogada, sem conseguir fazer que as jogadas de fundo funcionassem, com Rodrigo Andrade perdido, com Carlos Renato travado na esquerda e Ewerton Silva na direita sem conseguir jogar, com Wallace pernambucano sem conseguir respirar na marcação.
Fez uma alteração na virada do jogo tirando o Rodrigo Andrade para a entrada de Elias, pouco adiantou – ganhou mais posse de bola e nada mais – e mesmo com a formação de três volantes tomou um segundo gol com Núbio Flávio entrando fácil fácil na área para Flávio Torres marcar. Colocar Rondinelly aos 42 minutos do segundo tempo me pareceu outro equívoco de Kobayashi que fez apenas duas das cinco alterações que tem direito.
Dá para reverter a vantagem e classificar na Arena das Dunas? Penso que dá, penso que é possível justamente por entender que o América tem um time mais forte e com mais qualidade técnica/individual, agora não tem como errar, não tem mais vacilar, não tem! É correr contra o tempo o tempo todo.
Kobayashi precisa fazer a média da melhor formação e com ela começar o jogo de domingo contra um adversário que taticamente supera as deficiências técnicas, que vem com uma vantagem importante debaixo do braço e que vai impor dificuldades.
O Floresta não é o Coruripe e nem o Galvez e o América vai ter que jogar mais, muito mais, bem mais do que jogou na Arena Castelão e parou na melhor postura tática do Floresta. Aqui tem que ser diferente.
A história só conta os resultados e nada mais do que os resultados.