A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio do Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica (DGPTC), informou que a nova autópsia da jovem Juliana Marins, que morreu durante trilha em um vulcão na Indonésia, foi concluída na manhã desta quarta-feira (2) e o corpo será liberado para retirada pelos familiares.
O exame foi realizado por dois peritos legistas da Polícia Civil e observado por um perito médico da Polícia Federal e por um assistente técnico representante da família.
De acordo com a polícia, a autópsia teve início às 08h30 e durou pouco mais de duas horas. Um laudo preliminar deve ser entregue em até sete dias.
O debate sobre a nova perícia foi impulsionado por uma ação ajuizada no domingo (29) pela DPU (Defensoria Pública da União), a pedido da família, e que foi acatada pela AGU (Advocacia-Geral da União).
Uma autópsia realizada na Indonésia apontou como causa da morte um traumatismo por força contundente decorrente da queda. O exame ainda apontou que a morte ocorreu cerca de 20 minutos após a queda.
A família, no entanto, questionou o exame e pediu a realização de uma autópsia no Brasil.
A urna funerária com os restos mortais de Juliana Marins chegou ao Rio de Janeiro (RJ) no início da noite de terça-feira (1º). O translado foi feito entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) e a Base Aérea do Galeão (BAGL), na capital fluminense.
O voo que saiu da Indonésia chegou em São Paulo por volta de 17h30, antes da escala para o Rio.
Juliana, de 24 anos, morreu após sofrer uma queda durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. Ela ficou desaparecida por quatro dias até ser localizada sem vida pelas equipes de resgate.
Juliana era natural de Niterói (RJ), onde ocorrerá o velório. A Prefeitura da cidade custeou os gastos com o traslado internacional e o sepultamento.
CNN Brasil