O Banco Central afastou cautelarmente dois servidores do quadro permanente após identificar indícios de recebimento de vantagens indevidas durante a revisão interna de processos relacionados à fiscalização e à liquidação do Banco Master. A informação foi divulgada através de nota nesta quarta (4).
A medida foi adotada após a deflagração da 3ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Segundo o Banco Central, os dois servidores foram retirados do exercício das funções e tiveram o acesso às dependências e aos sistemas da instituição suspenso.
De acordo com o BC, foi instaurado procedimentos correcionais internos para apurar os fatos e comunicado os indícios de possível prática de crimes à Polícia Federal.
Em nota, o Banco Central declarou que considera a atuação da PF um passo essencial para o esclarecimento do caso. O órgão também afirmou que, respeitados o devido processo legal e o direito à ampla defesa, eventuais irregularidades confirmadas serão punidas conforme a legislação vigente.
Nota na íntegra:
A respeito da deflagração da 3ª Fase da Operação Compliance Zero, o Banco Central declara sua convicção de que o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal representa um passo essencial para o pleno esclarecimento dos fatos.
O Banco Central informa que identificou indícios de percepção de vantagens indevidas por dois servidores de seu quadro permanente de pessoal, durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master. De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal.
Esclarece o Banco Central que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei.