O Banco Central (BC) classificou como secretos os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master, impondo sigilo de oito anos sobre os processos, conforme resposta a um pedido da CNN via Lei de Acesso à Informação (LAI). A medida impede a divulgação das informações até novembro de 2033.
Segundo o BC, a decisão de manter os documentos sob sigilo se justifica pelo “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”. A autarquia também destacou que a divulgação poderia comprometer atividades de inteligência, investigação ou fiscalização em andamento, ligadas à prevenção ou repressão de infrações.
A liquidação extrajudicial do conglomerado, decretada em novembro de 2025, envolveu o Banco Master S/A, Banco Master de Investimento S/A, Banco Letsbank S/A e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. Na época, o BC apontou que o grupo enfrentava grave crise de liquidez e apresentava “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN), comprometendo significativamente sua situação econômico-financeira.
O caso Master voltou à atenção do Tribunal de Contas da União (TCU) em março deste ano, quando o ministro Jhonatan de Jesus solicitou ao BC esclarecimentos sobre a possibilidade de liberação de partes específicas dos documentos ou do processo como um todo. Na época, a liquidação foi motivada por “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN, de acordo com nota oficial do Banco Central.
Com informações de CNN Brasil