O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração nesta sexta-feira (17) durante cerimônia no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, ao falar sobre política, trajetória pessoal e o papel do governador Ricardo Couto à frente do estado.
Durante o discurso, Lula afirmou que “todo mundo nasce político” e usou uma comparação envolvendo o nascimento de uma criança e a relação com os pais para explicar sua visão sobre a política como uma forma de reivindicação e conquista.
“Governador, Vossa Excelência é um magistrado, estudou muito, fez concurso, foi juiz, virou desembargador, é especialista na letra, nunca fala que não é político. Você sabe por quê? A gente nasce político”, disse Lula.
Na sequência, o presidente afirmou que o primeiro ato político do governador seria o choro ao nascer, usado como uma forma de comunicação e busca por necessidades básicas.
“Quando você nasceu, fizeram você chorar. Aquele choro já foi o primeiro ato político teu para respirar. Depois, você começa a fazer política pedindo o peito da sua mãe para mamar. Se ela não der, você faz um escarcéu, chora, chora, chora, até ela colocar o peito na sua boca. É uma conquista que você vê”, declarou.
Lula destacou que Ricardo Couto não é um político partidário por não estar filiado a uma legenda, mas afirmou que a atuação dele no governo estadual tem importância política.
“O que você não é, é um político partidário. Você não está em nenhum partido político, você está na Justiça, mas nunca esquece que o papel que você está cumprindo no Rio de Janeiro, eu acredito muito em Deus, não é de graça”, afirmou.
O presidente ainda disse acreditar que o governador recebeu uma oportunidade de transformar o estado.
“Eu acho que não é de graça ter acontecido na sua vida a oportunidade de você salvar da imoralidade o Estado do Rio de Janeiro”, completou Lula.
A declaração ocorreu durante o evento que oficializou a adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), iniciativa voltada à renegociação das dívidas estaduais com o governo federal. A medida busca ampliar o prazo de pagamento e estabelecer novas condições para o equilíbrio fiscal do estado.