Conselheiro Diogo Pignataro avalia necessidade de modernização do Estatuto do América

Conselheiro Diogo Pignataro opina sobre anteprojeto de modernização de estatuto. Foto: Reprodução Youtube

O Conselho Deliberativo do América encaminhou e-mail aos conselheiros com o anteprojeto de reforma e modernização do Estatuto do clube.

No Tocando a Bola de ontem (28) o Diretor Jurídico do América, Diogo Pignataro convidado para falar sobre a questão do América do Rio de Janeiro que é dono do escudo AFC, também falou sobre a tão esperada reforma do Estatuto.

Quando perguntado sobre o tema, Diogo Pignataro disse qe não participou da Comissão responsável pelo anteprojeto

” Eu não participei da construção desse anteprojeto. Foi formada uma Comissão dentro do  Conselho Deliberativo essa Comissão que foi formada por alguns juristas e   que começou tratar desse assunto, eu fui indicado mas pedi desligamento da Comissão em respeito ao atual Estatuto que veda a participação de diretores no processo e que vote em decisões do Conselho Deliberativo”

Necessidade de modernizar

” Ainda não li o documento mas sem dúvida alguma o América já vem precisando de uma repaginação em  todos os sentidos no que diz respeito a sua reestruturação social é algo fundamental, é a base de onde sairão todas as premissas do que o clube é e quer ser daqui para a frente. São perguntas essenciais que precisam ser respondidas: o que é o América hoje o que o América quer ser amanhã. Quem vai fazer parte disso. O América hoje é um clube diferente das décadas de 50, 60 e 70, era uma visão totalmente diferente de hoje, tinha uma roupagem completamente diferente, acho que precisamos ter uma formato diferente e esse formato passa por algumas perguntas primárias e a partir da resposta da maioria que a gente vai encontrar soluções concretas para responder qual será o melhor caminho a ser seguido pelo América. Para mim é fundamental saber onde estamos e onde queremos chegar como clube e a partir dai saber como podemos regulamentar internamente e isso passa pelo quadro social, passa pela questão da transparência das gestões, das contas, passa por uma série de questões digamos assim tortuosas mas precisam ser discutidas. Antes tarde do que nunca que a gente tenha debates, tenha decisões claras. O que não pode ter é o nosso estatuto da forma que ele se encontra hoje”

Participação do sócio nas decisões do clube

” Acredito que é fundamental a gente pensar a respeito, eu integro o Conselho Deliberativo a dez anos mais ou menos isso e eu confesso que nunca, mas nunca mesmo participei de nenhum tipo de reunião que tenha  enfrentado de modo direto a matéria ( participação do sócio no processo eleitoral ) não estou responsabilizando ninguém, mas acho que é um tema fundamental de ser  conversado. Acredito que se não a totalidade mas boa parte pensa que é necessário a gente ter instrumento de rejuvenescimento do quadro social e democratização das decisões dentro do nosso Conselho. É preciso saber como isso será feito, que tipo de mecanismos serão os mais apropriados mas eu acho que idéia macro tem uma grande sentido para  maioria. O desafio é saber como implementar e fazer isso acontecer, e ai Marcos a questão para mim e aqui está o Conselheiro Diogo, o cidadão Diogo e não o Diretor de clube, eu acho que a gente precisa responder o que é o América hoje, quem compõe o quadro social do América hoje, quem que faz o América acontecer hoje. O que é que nós temos de patrimônio que faz sentido a vida social do clube? É só futebol? Porque não ter um espaço maior não apenas de voz, apenas de diálogo mas um pouco a mais para aqueles que fazem parte do quadro social voltado para o futebol”.

Informação obtida pelo blog é que no anteprojeto apresentado aos conselheiros a participação do sócio na vida política do clube, propõe que é preciso ser sócio por no mínimo quatro anos consecutivos. Para ter direito a voto o sócio terá que migrar para a categoria de sócio proprietário, o que é uma barreira considerável imposta pelo anteprojeto.

Marca América

Sobre o fato do América do Rio ter garantido através do Instituto Nacional de Industrial o direito da marca AFC não terá nenhuma influência para o américa de Natal. O que pode acontecer é a mudança na logo AFC, o que é algo perfeitamente normal em qualquer empresa, uma repaginação visual.

Informação que obtive hoje (29) pela manhã é que o América de Natal tinha registro da marca até o ano de 2016. Como o clube potiguar não prorrogou o registro que acabou sendo extinto. Quando o América de Natal tentou reaver o registro o pedido foi indeferido pelo INPI pelo do América do Rio ter registrado a marca dele.