Empresas concentram 68% dos empregos com carteira assinada no RN, aponta IBGE

Levantamento do IBGE mostra que as entidades empresariais concentraram 68,1% dos trabalhadores assalariados do estado em 2024, enquanto a administração pública registrou queda de 5,4% no número de ocupados.

Foto: Agência Brasil

O número de trabalhadores assalariados no setor público do Rio Grande do Norte caiu 5,4% em 2024, enquanto o emprego nas entidades empresariais cresceu 6,2%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que as empresas ampliaram sua participação no mercado de trabalho potiguar e passaram a concentrar 68,1% do pessoal ocupado assalariado no estado.

De acordo com as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), o Rio Grande do Norte encerrou 2024 com 675.203 trabalhadores assalariados e 136.308 sócios e proprietários distribuídos em 126.558 unidades locais. As entidades empresariais empregavam 460.096 pessoas, enquanto a administração pública reunia 189.017 trabalhadores. Já as entidades sem fins lucrativos somavam 26.090 empregados.

Apesar da redução no número de ocupados, a administração pública continuou pagando os maiores salários médios entre os principais segmentos jurídicos do estado. Em 2024, a remuneração média mensal do setor foi de R$ 5.115,66, a maior do Nordeste. As entidades empresariais registraram salário médio de R$ 2.319,53, enquanto as entidades sem fins lucrativos pagaram, em média, R$ 2.638,69.

Entre as atividades econômicas, o “Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas” permaneceu como o segmento com maior número de unidades locais, somando 41.028 empresas, o equivalente a 32,4% do total. Já o setor de outras atividades de serviços apresentou o maior crescimento, com avanço de 20% em relação a 2023. “Saúde humana e serviços sociais” cresceram 15,4%, enquanto informação e comunicação avançou 13,2%.

No ranking dos maiores salários, o setor de eletricidade e gás liderou com remuneração média de R$ 7.451,88, seguido pelas indústrias extrativas, com R$ 5.706,54, e pela educação, com R$ 5.108,92. Na outra ponta, artes, cultura, esporte e recreação registraram o menor salário médio do estado, de R$ 1.697,02.