O senador Flávio Bolsonaro deve participar neste sábado da Marcha para Jesus, no Rio de Janeiro, em meio aos esforços da pré-campanha para conter os desgastes provocados pela crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
A presença no evento religioso é vista por aliados como parte de uma estratégia para reforçar a aproximação com o eleitorado evangélico, considerado um dos principais pilares políticos do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que a repercussão do caso passou a gerar desconforto em setores estratégicos da pré-campanha, como empresários, representantes do agronegócio e lideranças religiosas. A avaliação é de que a participação pública em agendas religiosas ajuda a transmitir estabilidade política e manutenção de apoio em segmentos conservadores.
Lideranças evangélicas alinhadas ao bolsonarismo, porém, acompanham o caso com cautela. Apesar de ainda não haver sinalização de rompimento político, interlocutores afirmam que o apoio ao senador dependerá dos próximos desdobramentos da crise.
A expectativa é que Flávio também participe da edição paulista da Marcha para Jesus, marcada para o início de junho. Enquanto isso, aliados defendem uma mudança na estratégia da pré-campanha, com aumento das agendas públicas e intensificação da comunicação política para reduzir os impactos do episódio.