Irmão de Eloá Pimentel, tenente da Rota era investigado por mortes em ações policiais

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O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, integrante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), foi alvo de um ataque a tiros no último sábado (27), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O policial estava em uma motocicleta e à paisana quando foi atingido por disparos. Ele foi socorrido pelo helicóptero Águia e levado ao Hospital Mário Covas, onde passou por cirurgia.

A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de dois homens suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio contra o policial. As detenções têm prazo de 30 dias, e a investigação apura possíveis ligações dos suspeitos com os autores dos disparos.

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Antes do ataque, Pimentel já era investigado em dois inquéritos relacionados a mortes em intervenções policiais da Rota. Um dos casos ocorreu em janeiro deste ano, após uma operação que começou com apreensão de armas e drogas em Itaquaquecetuba e terminou com a morte de um suspeito em Suzano.

Segundo os registros da ocorrência, o tenente e outros policiais afirmaram que foram recebidos a tiros ao chegar ao imóvel em Suzano e que reagiram. João Francisco Silva de Souza, de 28 anos, morreu durante a ação. A defesa dos policiais sustenta que os disparos ocorreram em legítima defesa.

Desde 2020, Pimentel foi investigado em ao menos nove casos de mortes em ações policiais, conforme registros da Justiça paulista. Sete desses casos foram arquivados após o Ministério Público apontar ausência de elementos para denúncia.

A Polícia Militar informou que o estado de saúde do tenente é considerado grave, mas uma tomografia realizada nesta segunda-feira (29) indicou melhora no edema cerebral. Pimentel é irmão de Eloá Cristina Pimentel, adolescente morta em 2008 após ser mantida refém pelo ex-namorado em Santo André.

Com informações da Folha de São Paulo