Israel começou nesta segunda-feira (13) a libertar parte dos quase 2 mil prisioneiros palestinos detidos em seu território, em cumprimento ao acordo de cessar-fogo firmado com o Hamas na última semana. Em contrapartida, o grupo libertou os últimos 20 reféns com vida que ainda mantinha sob seu poder na Faixa de Gaza.
De acordo com autoridades israelenses, ainda restam 28 reféns mortos, cujos corpos não foram totalmente localizados pelo Hamas. Dezenas de ônibus transportando prisioneiros palestinos chegaram à Faixa de Gaza e à cidade de Beitunia, na Cisjordânia. Muitos dos libertados aparentavam fragilidade física, segundo relatos da agência Reuters.
Entre os prisioneiros soltos estão cerca de 250 condenados à prisão perpétua por ataques contra Israel. O país, por sua vez, havia reagido ao ataque terrorista de 7 de outubro de 2023 — quando o Hamas sequestrou 251 pessoas e matou cerca de 1.200 — com uma ofensiva militar que, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, deixou mais de 67 mil mortos.
O acordo, mediado por potências internacionais, prevê também o fim dos bombardeios em Gaza e o recuo das tropas israelenses. Segundo André Lajst, presidente da StandWithUs Brasil, a troca “marca um novo capítulo na recuperação de um país em trauma, mas não representa um acordo de paz, e sim uma trégua temporária”.
Apesar do avanço, vários pontos do plano de cessar-fogo ainda não foram divulgados oficialmente.
Com informações de Globo e CNN