Julgamento do Caso Zaira entra na fase decisiva com interrogatório do réu previsto para hoje

A partir da conclusão desse depoimento, a previsão é de que o júri seja suspenso para o intervalo do almoço e retomado com o interrogatório do réu

Zaira Cruz foi encontrada morta em 2 de março de 2019, durante o Carnaval de Caicó, dentro do carro do réu - Foto: Reprodução

O terceiro dia do júri popular que apura a morte de Zaira Cruz, de 22 anos, avança nesta quarta-feira (3) com a oitiva da última assistente técnica indicada pela defesa do policial militar Pedro Inácio Araújo. A profissional segue sendo ouvida no Plenário do Fórum Miguel Seabra Fagundes, onde o julgamento é conduzido pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Natal, Valter Flor.

A partir da conclusão desse depoimento, a previsão é de que o júri seja suspenso para o intervalo do almoço e retomado com o interrogatório do réu. Encerrado o interrogatório, terão início os debates entre acusação e defesa, fase que deve marcar o ritmo final da análise do caso pelo Conselho de Sentença.

O julgamento chega ao terceiro dia após uma sequência intensa de oitivas. Na terça-feira (2), a sessão foi dedicada aos depoimentos de peritos e assistentes técnicos. Dois peritos foram ouvidos no início da tarde, seguidos pelo primeiro assistente técnico. Ainda naquele dia, restavam mais dois profissionais a prestar esclarecimentos técnicos ao júri.

O segundo dia também foi marcado pelo depoimento de testemunhas de defesa e pelo início das falas dos peritos designados no processo. Na abertura dos trabalhos, na segunda-feira (1º), foram ouvidas cinco testemunhas de acusação, uma delas por videoconferência, além da primeira testemunha de defesa. Ao todo, 11 testemunhas foram dispensadas ao longo da fase inicial, entre nomes indicados pelo Ministério Público e pela defesa.

Este é o segundo júri popular do caso. O primeiro, iniciado em junho, foi interrompido após a defesa abandonar o plenário alegando cerceamento. O processo foi deslocado para Natal após pedido de desaforamento aceito pela Justiça, diante de dúvidas quanto à imparcialidade do julgamento no Seridó. O caso tramita em sigilo para resguardar dados sensíveis da vítima e das partes envolvidas, motivo pelo qual o acesso ao plenário é restrito a familiares.

Zaira Cruz foi encontrada morta em 2 de março de 2019, durante o Carnaval de Caicó, dentro do carro do réu. Pedro Inácio é acusado de estupro e homicídio. A previsão inicial é de que esta etapa do julgamento seja concluída até a sexta-feira (5), caso os depoimentos, debates e deliberações avancem dentro do cronograma estabelecido.