O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela nova tarifa adicional de 25% sobre a maioria dos produtos brasileiros. Em publicação na rede social X nesta quinta-feira (16), Rubio afirmou que a medida foi adotada porque o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”. A sobretaxa foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump e entra em vigor no próximo dia 22 de julho.
A tarifa foi anunciada na noite de quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu uma investigação comercial iniciada há cerca de um ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o governo americano, a medida é uma resposta a práticas comerciais consideradas desleais adotadas pelo Brasil.
Na mesma publicação, Rubio voltou a criticar a política econômica do governo brasileiro. “Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, escreveu. Já o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as negociações com o Brasil não resolveram os problemas apontados pela investigação, mas disse que Washington continua aberta ao diálogo.
De acordo com o USTR, a investigação identificou restrições ao comércio em áreas como serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e desmatamento ilegal. A tarifa adicional será aplicada às mercadorias importadas a partir de 22 de julho e será somada às alíquotas de importação já existentes, embora produtos embarcados antes dessa data e que cheguem aos EUA até 29 de julho possam ficar isentos da sobretaxa.
Em resposta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão como um “marco lastimável” nas relações entre Brasil e Estados Unidos. O Palácio do Planalto informou que utilizará os mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade e recorrerá ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a medida.
Com informações da CNN Brasil