Ministro da Fazenda se reúne com bancada do agro para contornar a renegociação das dívidas rurais

Equipe econômica apresentará proposta alternativa para projeto de renegociação de dívidas para líderes da FPA

Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa nesta terça-feira (7) de uma reunião com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para apresentar uma proposta alternativa ao projeto de renegociação de dívidas de produtores rurais aprovado pelo Senado. O encontro, articulado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), busca construir um acordo que reduza o impacto fiscal da medida e restrinja o benefício a produtores afetados por eventos climáticos.

Além de Durigan, participam da reunião o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS). Pela FPA, estarão presentes o presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), o deputado Afonso Hamm (PP-RS), cotado para relatar a proposta na Câmara, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

A equipe econômica pretende apresentar um texto que concentre a renegociação das dívidas em produtores prejudicados por secas e outros eventos climáticos extremos, especialmente no Rio Grande do Sul. A proposta busca substituir a versão aprovada pelo Senado, que ampliou o alcance do benefício para incluir produtores afetados por impactos econômicos decorrentes de conflitos internacionais e criou uma linha especial de refinanciamento com juros reduzidos e prazos mais longos.

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, o projeto aprovado pelos senadores pode gerar um impacto de aproximadamente R$ 140 bilhões nas contas públicas ao longo de dez anos. O cálculo, no entanto, é contestado pela Frente Parlamentar da Agropecuária.

A reunião integra a estratégia do governo federal e da presidência da Câmara para tentar evitar o avanço da proposta na forma aprovada pelo Senado. Nos bastidores, a avaliação compartilhada entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Câmara é de que o texto atual representa um custo elevado para as contas públicas e precisa ser ajustado antes de seguir em tramitação.

Com informações do jornal O Globo