Moody’s rebaixa nota de crédito dos EUA e tira país do clube de elite “AAA”

Já dólar à vista encerrou no campo negativo e caiu 1,33%, a R$ 5,6075 na venda. Foto: Agência Brasil
Agência citou o aumento da dívida e dos juros a níveis "mais altos" do que o observado em outros países soberanos com a mesma classificação para justificar a nova nota. Foto: Agência Brasil

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a classificação de crédito dos Estados Unidos nesta sexta-feira (16). A nota da maior economia do mundo desceu em um degrau, de “AAA” para “AA1” e teve a perspectiva alterada de “negativa” para “estável”.

A agência citou o aumento da dívida e dos juros a níveis “que são significativamente mais altos do que os de [países] soberanos com classificação semelhante” para justificar a nova nota dos EUA.

“As sucessivas administrações e o Congresso dos EUA falharam em chegar a um acordo sobre medidas para reverter a tendência de grandes déficits fiscais anuais e custos crescentes de juros”, disse a Moody’s em um comunicado.

Nesta sexta-feira (16), por exemplo, os republicanos rejeitaram o projeto tributário do presidente norte-americano, Donald Trump. Esse era um passo importante para o líder da maior economia do mundo conseguir avançar no projeto.

Os republicanos estão divididos entre a linha-dura, que encara o pacote como sua melhor chance de cortar gastos, e os republicanos mais moderados de distritos competitivos, que alertaram que cortes de gastos mais profundos em programas da rede de segurança social podem colocar em risco a maioria republicana da Câmara de 220 a 213 cadeiras nas eleições de meio de mandato de 2026.

A nota de crédito é dada por agências de classificação de risco para países que emitem dívida e serve, basicamente, como um selo de qualidade que assegura aos investidores um menor risco de calotes — ou seja, é o que indica a capacidade de um país de honrar os pagamentos de suas dívidas.

Fonte: G1