A morte da atriz Titina Medeiros, aos 49 anos, vítima de câncer de pâncreas, reacendeu o alerta para uma das doenças mais agressivas e silenciosas entre os tipos de câncer. Apesar de pouco comum, o câncer de pâncreas está entre os que mais matam justamente pela dificuldade de diagnóstico precoce.
Segundo a oncologista doutora Recíndia Rebouças, o câncer de pâncreas surge quando as células do órgão passam a crescer de forma desordenada, formando tumores que podem se espalhar para outras partes do corpo. No Brasil, a doença ocupa a 14ª posição em incidência entre os cânceres, com uma taxa aproximada de cinco casos a cada 100 mil habitantes. Mesmo assim, responde por até 5% das mortes por câncer no país.
Doença rara, mas altamente letal
Embora não esteja entre os tipos mais frequentes, o câncer de pâncreas chama a atenção pela alta letalidade. Isso ocorre porque, na maioria dos casos, a doença evolui de forma silenciosa. “Nos estágios iniciais, geralmente não há sintomas. Pelo menos 80% dos casos já são diagnosticados em fases avançadas”, explica a oncologista.
Quando os sinais aparecem, costumam ser inespecíficos e facilmente confundidos com outras doenças, o que contribui para o atraso no diagnóstico e reduz as chances de cura.
Sintomas costumam surgir tardiamente
Entre os principais sintomas associados ao câncer de pâncreas estão dor abdominal, perda de peso inexplicada, coloração amarelada da pele e das mucosas, além de alterações no apetite. No entanto, a médica reforça que esses sinais não são exclusivos da doença. “São sintomas que podem sugerir o câncer, mas não são específicos. Por isso, muitas vezes há um retardo no diagnóstico”, destaca.
Prevenção e atenção aos sinais do corpo
A doutora Recíndia Rebouças ressalta que a adoção de hábitos saudáveis pode ajudar a reduzir os riscos da doença. Não fumar, controlar o peso, evitar o consumo excessivo de álcool e manter acompanhamento médico em casos de doenças como diabetes estão entre as principais recomendações.
Para a especialista, a conscientização é fundamental. “A atenção aos sinais do corpo é uma das principais ferramentas de promoção da saúde. É importante estar atento, mas sem alarde excessivo”, orienta.
A morte de Titina Medeiros reforça a importância do debate sobre o câncer de pâncreas e a necessidade de informação para que a população reconheça possíveis sinais e busque atendimento médico o quanto antes.