A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assinou nesta quinta-feira (11) a ordem de serviço que autoriza a Zurich Airport a iniciar gradualmente a operação do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.
Nos próximos dias, a Zurich vai operar no aeroporto em conjunto com a atual operadora, a Inframérica. Em seguida, vai assumir 100% das atividades.
Com o documento assinado pela Anac nesta quinta-feira, o contrato de concessão da primeira relicitação de infraestrutura do País torna-se plenamente eficaz.
A aprovação do Plano de Transferência Operacional (PTO) pela Anac, prevista para os próximos dias, dará início ao processo de transição de comando das operações no aeroporto.
O Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, primeiro concedido à iniciativa privada em 2011, foi objeto da primeira relicitação de infraestrutura no Brasil, sendo arrematado pela Zurich Airport em leilão no dia 19 de maio por R$ 320 milhões, com ágio de 41% sobre o lance mínimo.
Processo inédito
Em 7 de fevereiro de 2023, a diretoria da Anac aprovou o edital de relicitação do ASGA. O instituto da relicitação, que consiste em um ato voluntário de devolução amigável do ativo de infraestrutura, foi viabilizado pela Lei nº 13.448, de 5 de junho de 2017, e pelo Decreto nº 9.957, de 6 de agosto de 2019.
Trata-se de um mecanismo inovador que garante a continuidade da prestação dos serviços aos usuários, ao passo que se apresenta como solução efetiva para contratos cujas concessionárias apresentem incapacidade de adimplir as obrigações assumidas.
Após a assinatura do contrato, em 12 de setembro de 2023, as partes envolvidas fizeram o acerto de contas com vistas ao pagamento da indenização à Inframérica, antiga concessionária, pelos investimentos realizados.
O Governo Federal quitou a diferença entre o valor ofertado pelo proponente e a indenização paga pela proponente vencedora e, na sequência, a concessionária vencedora do leilão realizou o pagamento da contribuição inicial à concessionária que está deixando a concessão.
“Foi um processo inédito no país e que prezou pela segurança jurídica, tranquilidade na transição operacional, inexistência de arbitragem e cooperação de todas as partes envolvidas”, afirmou o diretor-presidente da Anac, Tiago Pereira.