Com as mulheres representando 52,47% do eleitorado brasileiro, os principais pré-candidatos à Presidência da República intensificaram as estratégias para ampliar o apoio desse segmento na disputa de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, reforçou a divulgação de ações voltadas às mulheres, enquanto adversários passaram a incluir propostas específicas em suas pré-campanhas para reduzir a resistência entre as eleitoras.
A equipe de Lula aposta em destacar medidas relacionadas ao combate à violência contra a mulher, à igualdade salarial e à ampliação dos serviços de saúde, ao mesmo tempo em que busca diferenciar a atual gestão da do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a pesquisa Quaest divulgada em junho, a aprovação do governo entre as mulheres subiu de 45% para 49% em comparação com abril, enquanto 35% das eleitoras se declaram antibolsonaristas e 25% antipetistas.
No campo da oposição, o senador Flávio Bolsonaro passou a defender propostas voltadas à autonomia financeira feminina, geração de renda e combate à violência doméstica. A estratégia ganhou força após a crise pública envolvendo Michelle Bolsonaro e declarações do blogueiro Paulo Figueiredo sobre o voto feminino, que provocaram repercussão negativa entre aliados do pré-candidato.
Outros presidenciáveis também intensificaram o diálogo com o eleitorado feminino. Ronaldo Caiado tem priorizado propostas ligadas à segurança pública e ao enfrentamento da violência contra a mulher, enquanto Romeu Zema e Renan Santos afirmam que pretendem abordar demandas das mulheres dentro de programas de governo mais amplos, sem criar plataformas específicas para esse público. A disputa pelo voto feminino tende a ocupar espaço central nas estratégias das campanhas nos próximos meses, diante do peso desse eleitorado no resultado das eleições de 2026.
Com informações de O Globo