Presidente do América reforça importância de permuta e detalha projeto

Ricardo Valério: “Nenhum metro quadrado será vendido para investir no futebol profissional, mas sim na base”. Reprodução Youtube

Ricardo Valério, presidente do América detalhou no Tocando a Bola da terça-feira (24) a proposta de permuta de área no CT do clube para investimentos na Arena América e nas categorias de base.

“É uma semente que vamos plantar, um projeto ousado e sustentável e que leva em consideração o patrimônio expressivo do América. No nosso CT temos 22 hectares, o Fortaleza que tem  um moderno CT usa apenas 6 hectares e tem um CT  bem estruturado. Nós não precisamos ficar com 22 hectares que é um desperdício de terra e que vai gerar IPTU, controle de invasão e assim a gente quer fazer a conversão. Queremos construir lá um complexo residencial que vai dar o suporte, vai ser trocado em permuta para a construção dos módulos dos camarotes da nossa Arena mas um módulo de arquibancada, toaletes, cabines de imprensa, a parte de iluminação do estádio, urbanização do nosso estacionamento e inclusive iluminação com energia solar. Nós precisamos ter  essa Arena devidamente se não totalmente concluída, não com os 27 mil lugares originais que seria um investimento muito alto, mas com algo e  torno  de 12 a 15 mil lugares com os camarotes construídos”

Complexo Comercial

” Nós temos uma área muito boa de beirada de pista que envolve inclusive um trevo onde nós vamos ter uma loja ampla que será um moderno posto de combustível e cerca de 30 lojas ao redor desse posto, de forma que será um complexo Espaço América em Parnamirim que ficará auferindo renda não apenas do posto que já tem dois empreendedores interessados, obviamente que tudo isso vai passar por uma ampla discussão no nosso Conselho Deliberativo. Mesmo antes de lançar o projeto nós já temos bandeiras interessadas em um investimento de mais de  1 milhão de reais. Está prevista também uma pequena sede campestre com área de lazer”

Investimento nas bases

” Nenhum metro quadrado será vendido para investir no futebol profissional mas sim na base. Nós queremos  uma estrutura moderna de um CT  moderno, a gente quer montar a base e atrair investidores não só do Brasil mas também investidores internacionais. A gente vem fazendo alguns contatos com clubes de Portugal. Precisamos ter uma base muito fortalecida e isso obviamente  não acontece do  dia para a noite, mas vamos atrás de investidores. Não adianta o América ter 100% da base que não gera jogadores para venda. Queremos ter uma base  rentável, eu abro 30, 40% mas tenho investidores lá dentro para gerar bons atletas e fazer negócios com jogadores. Nenhum time é sustentável sem uma base forte”