O Rio Grande do Norte segue em alerta para os casos de doenças respiratórias, principalmente entre crianças pequenas, mesmo com a redução das hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrada no cenário nacional. Os dados são da nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 27, entre os dias 5 e 11 de julho, aponta que os casos de SRAG apresentam tendência de queda no Brasil, tanto nas últimas seis semanas quanto nas últimas três semanas. No entanto, o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças de até 2 anos, ainda apresenta circulação elevada em diversos estados.
Apesar de o Rio Grande do Norte não aparecer entre as unidades federativas com crescimento de casos graves por VSR, o cenário exige atenção devido ao impacto do vírus na faixa etária infantil. Segundo os pesquisadores, a redução das internações entre crianças de até 4 anos está diretamente ligada à queda dos casos graves provocados pelo VSR em boa parte do país.
O vírus sincicial respiratório continua sendo o principal responsável pelos casos positivos de SRAG registrados nas últimas semanas epidemiológicas. Entre os exames positivos no período mais recente, o VSR representa 57,2% dos casos, seguido pelo rinovírus (24,6%), influenza B (8,2%), influenza A (10,6%) e Covid-19 (1,8%).
Especialistas do InfoGripe reforçam a importância das medidas de prevenção, principalmente para proteger crianças pequenas e idosos, grupos mais vulneráveis às complicações respiratórias.
Entre as recomendações estão lavar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas em caso de sintomas gripais e manter a vacinação em dia.
Em situações em que a pessoa com sintomas precisa sair de casa, a orientação é utilizar máscara para reduzir o risco de transmissão.
Cenário nacional da SRAG
Em 2026, o Brasil já registrou 115.203 casos de SRAG, sendo que 60.200 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. Do total de casos positivos, o VSR responde por 40,2%, seguido pelo rinovírus (30,2%), influenza A (20,8%), influenza B (4,5%) e Covid-19 (4,5%).
O boletim destaca ainda que crianças de até 2 anos continuam sendo o grupo com maior incidência de SRAG, principalmente associada ao VSR. Já a mortalidade é mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais, principalmente em decorrência de infecções por influenza A.