As Séries A, B e C seguirão o limite de troca de treinadores entre as equipes. Proposta defendida pela CBF há três anos, a regra foi aprovada por maioria e valerá tanto para clubes que queiram demitir seus treinadores quanto para técnicos que peçam demissão de seus times.
O clube começará a competição com um técnico inscrito e, caso demita este treinador, poderá inscrever apenas mais um. Em caso de uma segunda demissão, o profissional substituto tem que estar trabalhando no clube há pelo menos seis meses. Caso o treinador peça demissão, o clube não sofrerá limitação para inscrever um novo. Já o técnico que pedir demissão só poderá ser inscrito por mais uma equipe na mesma competição.
A Série D será a única que irá manter o seu formato antigo nesta temporada, que começa em junho. Como não tejm Conselho Técnico na D como tem nas outras divisões, a CBF teria que consultar de forma individual os 68 participantes da competição, e optou por manter o quadro.
Segundo uma estimativa da Federação Brasileira de Treinadores de Futebol (FBTF), apenas no sistema de técnicos da CBF há o registro de 1,2 mil profissionais. A entidade calcula que apenas na última temporada do Campeonato Brasileiro, as 20 equipes foram dirigidas por 42 treinadores. Foram realizadas 33 trocas de comando. O Botafogo foi o recordista e chegou a ter cinco treinadores.
O presidente da FBTF, José Mário Barros, elogiou a mudança
“A troca de treinador acarreta uma deficiência técnica muito grande no futebol brasileiro. Estamos perdendo nossas características. Muitos técnicos queimam etapas porque precisam assumir um emprego, trabalhar e ter resultado para se manter no cargo, e não para desenvolver o time”.