Ministério da Saúde orienta vacinados contra dengue a monitorar sintomas após suspensão temporária de imunizante

Pessoas imunizadas há menos de 21 dias devem observar sintomas como febre, dores no corpo e vômitos; no RN, mais de 5,2 mil doses foram aplicadas sem registros de eventos graves.

Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Pessoas que receberam a vacina contra a dengue do Instituto Butantan nos últimos 21 dias devem ficar atentas ao surgimento de sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele, vômitos e sinais de sangramento. O alerta ocorre após o Ministério da Saúde suspender temporariamente a aplicação do imunizante nesta segunda-feira (8).

A suspensão foi adotada de forma preventiva após o registro de 42 casos de reações graves em pessoas vacinadas. Entre os casos investigados, três pacientes precisaram ser internados e duas pessoas morreram. As autoridades de saúde apuram se os eventos têm relação com a vacina.

Segundo o Ministério da Saúde, os vacinados há menos de 21 dias ainda estão no período conhecido como viremia vacinal, quando o organismo mantém contato com a versão enfraquecida do vírus utilizada para estimular a resposta imunológica. Por isso, qualquer sintoma compatível com a dengue deve ser avaliado por uma equipe médica.

Os principais sintomas que exigem atenção são:

  • Febre
  • Dor no corpo
  • Manchas no corpo
  • Sinais de sangramento
  • Vômito

Já as pessoas imunizadas há mais de 21 dias não precisam procurar atendimento caso não apresentem sintomas. De acordo com a pasta, elas permanecem protegidas contra a doença e estão fora do período considerado de risco relacionado à vacinação.

No Rio Grande do Norte, a suspensão foi anunciada nesta terça-feira (9) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Segundo o órgão, até o momento foram aplicadas cerca de 5.200 doses do imunizante no estado, sem registro de eventos adversos graves relacionados à vacinação.

Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas haviam recebido a vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. Incorporado à rede pública em janeiro deste ano, o imunizante segue com eficácia comprovada na prevenção da dengue, especialmente contra casos graves e hospitalizações.

Com informações da Agência Brasil