Membros de grupo que desafia o Vaticano só poderão retornar à Igreja Católica após juramento de obediência ao papa

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Foram excomungados esta semana sacerdotes, bispos e leigos que aderirem formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), segundo anúncio do Vaticano. Os integrantes passam a ser considerados em situação de cisma pela Santa Sé.

A FSSPX é uma comunidade tradicionalista fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre. O grupo reúne fiéis e religiosos que seguem uma interpretação rigorosa da doutrina católica e mantêm o rito litúrgico em latim, conhecido como missa tridentina. A fraternidade também rejeita mudanças implementadas pela Igreja após o Concílio Vaticano II.

Segundo o Vaticano, consagrações episcopais realizadas sem autorização da Santa Sé resultam em excomunhão automática. Foram citados como excomungados bispos ligados ao grupo, como Alfonso de Galarreta e Bernard Fellay, além de padres promovidos ao episcopado sem aval da Igreja. A FSSPX afirma não reconhecer a acusação de cisma e sustenta que suas ordenações ocorreram por necessidade pastoral.

O Dicastério para a Doutrina da Fé também definiu regras para quem desejar deixar a fraternidade e retornar à plena comunhão com a Igreja Católica. Entre as exigências estão a aceitação do Concílio Vaticano II, a submissão ao papa e a formalização de um pedido de reconciliação.

No caso dos leigos, a aplicação de punições será avaliada individualmente. Fiéis que frequentam atividades do grupo por motivos espirituais podem não ser punidos, mas o Vaticano recomenda o afastamento das celebrações da FSSPX. Para retorno à Igreja, é necessário procurar o bispo local e formalizar a adesão à doutrina católica e à hierarquia da Igreja.

Com informações do Estadão