CNPJ com letras e números entra em vigor em julho; entenda as mudanças

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A Receita Federal começará a implementar, a partir de julho, o CNPJ alfanumérico, novo modelo criado para ampliar a capacidade de emissão de registros de empresas no Brasil. A mudança permitirá a combinação de letras e números, mantendo as 14 posições do cadastro e preservando os CNPJs já existentes.

O novo formato será adotado apenas para inscrições realizadas após a entrada em vigor da medida. Os números já atribuídos às empresas permanecerão inalterados.

O novo modelo foi criado para atender ao crescimento contínuo da quantidade de empresas no país. Quando anunciou a mudança, em 2024, a Receita informou que sua base de dados reunia pouco mais de 60 milhões de estabelecimentos inscritos, número que vinha aumentando com a formalização de novos empreendedores e a expansão da atividade econômica.

O que é o CNPJ alfanumérico?

O CNPJ alfanumérico é a nova forma de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, os novos cadastros poderão conter algarismos de 0 a 9 e letras maiúsculas de A a Z.

Segundo a Receita Federal, a alteração aumenta significativamente o número de combinações possíveis para novos registros, evitando o esgotamento da numeração disponível.

Como será o novo formato do CNPJ?

O documento continuará com 14 caracteres, mas passará a aceitar letras nas 12 primeiras posições. O formato será:

AA.AAA.AAA/AAAA-DV

  • A: caractere alfanumérico (números de 0 a 9 ou letras de A a Z).
  • DV: dígito verificador, composto apenas por números.

Os CNPJs atuais vão mudar?

Não. A mudança será aplicada apenas aos novos CNPJs emitidos pela Receita Federal. Empresas que já possuem cadastro não precisarão alterar seu número.

O que as empresas precisam fazer?

As empresas deverão atualizar seus sistemas para reconhecer e processar tanto o CNPJ tradicional quanto o novo formato alfanumérico.

A adaptação é importante para evitar problemas na emissão de notas fiscais, integração com fornecedores, comunicação com clientes e cumprimento de obrigações fiscais.

Será preciso informar bancos e órgãos públicos?

Não. A Receita Federal informou que os sistemas dos órgãos públicos e das instituições privadas serão adaptados para aceitar os dois formatos. Não será necessário solicitar alterações cadastrais em bancos, clientes ou parceiros comerciais.

Haverá custos?

Sim. Os custos estarão relacionados à atualização de sistemas, bancos de dados e softwares para aceitar o novo padrão do CNPJ e realizar corretamente o cálculo do dígito verificador. O investimento varia de acordo com a infraestrutura tecnológica de cada empresa.