O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quarta-feira (17) que não se identifica como “esquerdista”. A fala ocorreu durante uma conversa informal com autoridades em Paris, no contexto da reunião do G7, que reúne as principais economias do mundo.As informações são da CNN.
Lula participou do encontro a convite do presidente francês Emmanuel Macron, com direito a discursos e reuniões bilaterais com lideranças internacionais, entre elas a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
De acordo com relatos da conversa, o presidente brasileiro falava sobre democracia e processos eleitorais quando o tema surgiu, em diálogo com o chanceler alemão Friedrich Merz e com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. No momento, ele voltou a elogiar o sistema de urnas eletrônicas no Brasil.
Ao comentar a predominância de governos conservadores em países como Estados Unidos e França, Lula foi questionado sobre sua autodefinição política no período em que se elegeu pela primeira vez, em 2002, e negou ser esquerdista.
“Mas eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano. Tinha uma relação com a UGT, da Espanha”, disse.
O presidente também recordou sua trajetória nos anos 1980, afirmando que chegou a ser convidado para viajar à então União Soviética, mas não pôde participar por estar enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Segundo ele, naquele período acabou sendo visto como “anticomunista”.