Está com 2ª dose da Coronavac atrasada? Médico explica o que fazer para não perder imunidade; VEJA VÍDEO

Segunda dose da Coronavac está sendo aplicada com atraso – Foto: Joana Lima / Prefeitura do Natal

Com o atraso na distribuição da Coronavac pelo País, a dose de reforço do imunizante tem sido aplicada com atraso nos brasileiros. Para se ter uma ideia do problema, nesta sexta-feira (14), a 2ª dose da vacina contra a Covid-19 está sendo aplicada em Natal apenas em quem recebeu a 1ª dose até 3 de abril, ou seja, há pelo menos 40 dias.

O intervalo ultrapassa o limite estabelecido pelo fabricante, o Instituto Butantan, de São Paulo, que afirma que a dose de reforço da Coronavac deve ser aplicada no máximo 28 dias após a primeira dose, para que seja preservada a eficácia contra casos de Covid-19, que é de cerca de 63%.

O Ministério da Saúde diz que, mesmo com atraso, é importante receber a dose de reforço. Não há estudos que mostrem qual será o prejuízo para os que tomarem o imunizante depois dos 28 dias, mas o Ministério da Saúde acredita que, se houver, a perda será mínima.

Para o médico Albert Dickson, porém, a demora na aplicação da 2ª dose pode sim comprometer o desenvolvimento de uma resposta imunológica à doença.

Ele recomenda que as pessoas que estão com a 2ª dose atrasada recebam a vacina tão logo ela esteja disponível, mas que realizem um exame logo em seguida para se certificar da imunidade. Trata-se do exame que atesta se houve o desenvolvimento de anticorpos neutralizantes.

Se este exame apontar que não houve desenvolvimento de proteção, Albert Dickson indica que se inicie o esquema vacinal novamente – ou seja, que a pessoa tome as duas doses no intervalo correto.

“De 21 a 30 dias é o ideal para se aplicar a segunda dose. Passando disso, se passar acima de 40 dias, é interessante que, no meu ponto de vista, se comece tudo do zero, porque vai perder a imunidade. Ou é necessário fazer o teste para se ter a comprovação de que teve caráter imunitário a vacina. Se não tiver, o governo tem responsabilidade de aplicar, começar do zero, se atrasou”, argumentou.

O médico frisa que pesquisas futuras podem mostrar que não há prejuízo em se tomar a vacina com mais de 40 dias de intervalo para a 1ª dose, mas, enquanto isso, é importante realizar o exame para se certificar da proteção. “Se a resolução da vacina diz que o prazo é tal e não se cumpre, algo vai sair errado”, enfatiza.

Confira as dicas de Dr. Albert Dickson:

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