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Ranking nacional de Parlamentares: Natália Bonavides e Fernando Mineiro aparecem entre os piores colocados do RN

O novo Ranking dos Políticos 2026, divulgado nesta quarta-feira (27), trouxe um dado que chamou atenção no Rio Grande do Norte: os deputados federais do PT potiguar apareceram entre os parlamentares com pior desempenho do Estado no levantamento nacional. Natália Bonavides ficou apenas na 410ª colocação entre os 594 congressistas avaliados. Fernando Mineiro apareceu ainda mais abaixo, ocupando a 418ª posição no ranking geral.

O estudo leva em consideração critérios como presença em votações, gastos públicos, qualidade legislativa, combate à corrupção e pendências judiciais. Enquanto os petistas ficaram na parte de baixo da tabela, parlamentares ligados à direita potiguar apareceram entre os mais bem colocados do país. Styvenson Valentim surgiu em 63º lugar, General Girão em 65º e Rogério Marinho em 67º. Já Sargento Gonçalves também entrou no grupo dos 100 melhores posicionados, ficando na 97ª colocação.

No cenário nacional, o PT também teve desempenho ruim. A senadora Tereza Leitão foi a petista mais bem colocada, mas apareceu apenas na 154ª posição geral. Veja o ranking completo clicando aqui.

Três deputados mudam voto e bancada do RN aprova fim da escala 6×1

A bancada federal do Rio Grande do Norte votou em peso favoravelmente à proposta que prevê o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. Os oito parlamentares potiguares presentes na sessão desta quarta-feira (27) acompanharam o texto aprovado pela Casa. Votaram favoravelmente os deputados federais Carla Dickson (PL), João Maia (PP), Robinson Faria (PP), Natália Bonavides (PT), Fernando Mineiro (PT), Sargento Gonçalves (PL), General Girão (PL) e Benes Leocádio (União Brasil). O movimento chamou atenção especialmente por uma mudança de postura de três integrantes da bancada: João Maia, Sargento Gonçalves e General Girão. Em maio, os parlamentares haviam assinado uma proposta alternativa que defendia a manutenção da jornada atual, com uma transição gradual de dez anos para redução da carga horária semanal para 40 horas.

Agora, na votação do novo texto, os três acabaram acompanhando a maioria da Câmara e votando a favor da proposta. A matéria foi aprovada com ampla margem. No primeiro turno, foram 472 votos favoráveis contra 22 contrários. No segundo turno, o placar ficou em 461 a 19. Com a aprovação na Câmara, o texto segue agora para análise do Senado Federal.

PT reage a Jean Paul e reforça que suplências seguem abertas no palanque de Lula no RN

Foto: Elpídio Júnior

A entrevista concedida por Samanda Alves à TV Ponta Negra foi interpretada nos bastidores do governismo como uma resposta direta às recentes declarações do ex-senador Jean Paul Prates sobre a definição das suplências ao Senado.

Nas últimas entrevistas, Jean Paul vinha sustentando que caberia exclusivamente ao PDT definir a composição da chapa de Rafael Motta, incluindo a primeira suplência, espaço que o próprio ex-senador reivindica dentro do modelo apresentado pelo partido. O discurso, porém, desagradou setores importantes do PT.

Pelo que o Blog do Saulo apurou, a cúpula petista e integrantes da presidência estadual do PT não ficaram satisfeitos com o tom adotado por Jean Paul Prates ao tratar o tema como uma definição interna do PDT, sem submeter a discussão ao conjunto de partidos que compõem o chamado “time de Lula no RN”.

A fala de Samanda reforça justamente o movimento contrário: o de que as suplências e a vaga de vice-governador seguem abertas dentro de uma construção coletiva da aliança governista. Ao afirmar que “não dá para ser o meu suplente preferencial sem ouvir aqueles que estão construindo esse palanque conosco”, a presidente estadual do PT sinaliza que o partido não reconhece como encerrada a discussão sobre os espaços na majoritária.

Nos bastidores, aliados do PT avaliam que Jean Paul antecipou um debate que ainda não foi pactuado por todas as legendas da base. A reação pública de Samanda foi vista internamente como um recado político claro de que as definições passarão pelo crivo coletivo da aliança e não apenas pela autonomia partidária defendida pelo PDT.

‘Acordo é acordo’: PDT endurece discurso nos bastidores e reforça dobradinha Rafael–Jean para o Senado

Foto: Divulgação

A homologação do nome de Rafael Motta (PDT) como pré-candidato ao Senado no campo governista veio acompanhada de uma movimentação intensa nos bastidores envolvendo a composição das suplências da chapa. Embora, oficialmente, lideranças da base tenham afirmado durante a reunião desta quarta-feira que o tema será debatido “no momento certo”, a discussão já estaria avançada internamente.

Segundo relatos de participantes do encontro entre partidos da esquerda potiguar, pelo menos sete nomes já circulam nos bastidores para ocupar as quatro suplências em disputa — duas ligadas à chapa de Rafael Motta (PDT) e duas da composição encabeçada por Samanda Alves (PT).

Chamou atenção, inclusive, o tom adotado pela presidente estadual do PDT, Márcia Maia. De acordo com fontes presentes, ela reforçou que existe um acordo político construído desde a filiação de Rafael ao partido e lembrou que o PDT seguirá alinhado ao projeto nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao projeto estadual liderado por Cadu Xavier (PT).

Nos bastidores, porém, o PDT demonstra crescente incômodo com movimentos de setores da Federação PT/PV/PCdoB em torno das suplências. O receio dentro do partido é de que haja tentativa de esvaziar o espaço político acordado previamente para o grupo ligado ao ex-senador Jean Paul Prates (PDT).

Segundo interlocutores, o ministro Carlos Lupi (PDT) teria tratado pessoalmente do entendimento entre Rafael e Jean com a governadora Fátima Bezerra. Ainda de acordo com fontes do PDT, Lupi voltou a conversar sobre o assunto nesta quarta-feira com o presidente Lula, a pedido de Márcia Maia (PDT), diante da preocupação do partido com a movimentação de aliados da federação e com o que estaria sendo visto internamente como uma postura inerte do PT estadual diante da disputa.

O entendimento defendido pelo PDT é de que Rafael e Jean precisam caminhar juntos no projeto ao Senado, em uma construção que teria sido consolidada nacionalmente entre PDT e PT.

A movimentação gerou leitura política imediata dentro da própria base governista. Nos corredores, já circula um questionamento inevitável: o endurecimento do PDT acontece porque Rafael entrou no jogo eleitoral com mais força e melhor desempenho nas primeiras análises internas do que Samanda, ou existe também um componente de disputa por protagonismo dentro do próprio grupo governista?

Reunião da base é novamente remarcada em meio a impasse sobre suplência de Jean Paul

Foto: Divulgação

A definição oficial da composição da chapa governista para o Senado voltou a ser adiada e agora deve ocorrer apenas nesta quarta-feira (20). A reunião entre os partidos aliados da governadora Fátima Bezerra (PT), que aconteceria nesta segunda-feira, não foi realizada após mudanças na agenda política do grupo. O motivo do adiamento foi a presença do ministro dos Transportes, George Santoro, no Rio Grande do Norte, para participar da assinatura das ordens de serviço das obras da BR-304. O compromisso mobilizou lideranças da base e acabou esvaziando o encontro partidário.

Nos bastidores, porém, o principal ponto de tensão da reunião não seria propriamente o nome de Rafael Motta (PDT) ao Senado, considerado praticamente consolidado, mas sim a disputa em torno da composição das suplências. O PDT quer indicar o ex-senador Jean Paul Prates (PDT) para a primeira suplência de Rafael, movimento que vem sendo questionado por partidos aliados. A avaliação dentro da própria base é que o PDT já foi contemplado com a vaga de titular na chapa ao Senado e, por isso, outras legendas defendem maior divisão dos espaços políticos. Esse deve ser o principal ponto de embate da reunião desta quarta-feira.

Nos corredores da política, também já surge um novo questionamento: Jean Paul Prates (PDT) será novamente “fritado” politicamente pelo PT? A dúvida reaparece diante das resistências internas e da dificuldade de consolidação do seu nome dentro da aliança governista. Essa já é a quarta vez que a reunião é remarcada. Nos adiamentos anteriores, integrantes da aliança alegaram dificuldades para reunir todos os dirigentes das legendas envolvidas na discussão. A base política do governo reúne atualmente PT, PV, PCdoB, PSB, Cidadania, PDT e Rede. Além disso, seguem as conversas para uma possível entrada do PSOL no arco de alianças da governadora.

O encontro tem como principal finalidade consolidar oficialmente a indicação do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) para disputar o Senado em parceria com Samanda Alves (PT). O entendimento interno entre os partidos já previa que o PDT teria o direito de indicar um dos nomes da chapa majoritária. Enquanto isso, a composição das suplências segue indefinida. No caso de Samanda Alves (PT), os nomes que ocuparão as vagas ainda não foram divulgados oficialmente.

Centro dá fôlego a Allyson, mas polarização pode mudar o jogo

Imagem gerada com uso de Inteligência Artificial

A pesquisa Metadata/Grupo Dial revela um fenômeno interessante no cenário estadual: a força eleitoral de Allyson Bezerra parece nascer justamente da sua capacidade de circular entre campos políticos diferentes. Hoje, o prefeito de Mossoró consegue dialogar simultaneamente com setores da direita, do centro e até da esquerda, algo raro em um ambiente político cada vez mais polarizado.

Os números ajudam a explicar esse desempenho. Parte importante do eleitorado identificado com Jair Bolsonaro no RN demonstra simpatia pelo nome de Allyson. Ao mesmo tempo, ele também registra boa aceitação entre eleitores ligados ao presidente Lula. Essa transversalidade acaba transformando sua candidatura em um ponto de convergência para quem ainda não quer embarcar totalmente na lógica do “nós contra eles”.

Mas esse ativo político também carrega um risco embutido.

Quanto mais a disputa estadual ganhar contornos ideológicos e nacionais, maior tende a ser a pressão para que os eleitores retornem aos seus campos de origem. Nesse cenário, Cadu Xavier pode crescer naturalmente entre os lulistas, enquanto Álvaro Dias tende a consolidar o eleitorado bolsonarista.

Se esse movimento de alinhamento político se intensificar, o espaço ocupado hoje por uma candidatura de perfil mais amplo pode começar a encolher. Não necessariamente por rejeição a Allyson, mas pela tendência do eleitor de buscar coerência entre o voto para presidente e o voto para governador.

No fim das contas, o grande desafio da candidatura de centro é justamente esse: manter unidas bases eleitorais que, em um ambiente de polarização forte, costumam caminhar em direções opostas.

Sinais e recados no aniversário de Allyson

Comemoração do pré-candidato ao Governo teve bastidores que chamaram atenção por presenças e ausências.

foto: divulgação

Chamou atenção, nos bastidores do aniversário do pré-candidato ao Governo do RN Allyson Bezerra, a presença do vereador João Batista. Integrante da bancada do prefeito Paulinho Freire, João não havia divulgado apoio público a Allyson e sequer apareceu na primeira foto oficial de anúncio político do grupo.

Outro nome que chamou atenção no evento foi o suplente de vereador Geovane Peixoto, atualmente ligado ao deputado federal General Girão. Nos bastidores, a presença foi interpretada como um gesto político relevante, especialmente pelo perfil do grupo de Girão, conhecido por cobrar alinhamento e coerência dos aliados em torno das bandeiras defendidas pelo mandato.

Por outro lado, foi sentida a ausência do vereador Herberth Sena. A leitura política é de que Herberth teria seguido a orientação do prefeito Paulinho Freire, que assumiu a coordenação da pré-campanha de Álvaro Dias ao Governo do Estado, não apenas em Natal, mas em toda a articulação estadual.

PT adia reunião com aliados e mantém indefinição sobre vice de Cadu

Oficialmente, a justificativa apresentada pela direção petista foi conflito de agenda

Foto: divulgação

O PT voltou a adiar a reunião com os partidos aliados no Rio Grande do Norte. O encontro, inicialmente previsto para a semana passada e depois remarcado para esta quarta-feira, ficou agora para a próxima segunda-feira (18).

Oficialmente, a justificativa apresentada pela direção petista foi conflito de agenda. Nos bastidores, porém, o movimento é interpretado como tentativa de ganhar tempo para acomodar articulações políticas e possíveis rearranjos eleitorais.

A principal indefinição segue sendo a composição da chapa majoritária encabeçada por Cadu Xavier. O partido ainda alimenta a expectativa de avançar nas conversas com o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, o que deve empurrar a definição da vaga de vice para junho.

A reunião reúne legendas que integram o arco de alianças governista, como PV, PCdoB, PDT, PSB, Rede e Cidadania. Na pauta oficial, discussões sobre programa de governo, prioridades da aliança e demandas dos partidos para a chapa de 2026.

Enquanto isso, cresce nos bastidores a sensação de que o tabuleiro ainda está longe de fechado e que novas movimentações podem surgir nas próximas semanas.