Blog do Saulo Spinelly | PodTudo

Um espaço onde tudo pode acontecer: ideias provocadoras, conversas inspiradoras e entrevistas com quem faz a diferença no Rio Grande do Norte e no mundo.

O recado de Carlos Eduardo

Foto: Pedro Henrique Brandão/98 FM

Ao tornar pública a falta de fundo eleitoral como motivo para desistir da disputa ao Senado, Carlos Eduardo deixou claro o sentimento de isolamento dentro do União Brasil. Filiado há pouco mais de um mês, ele entrou no partido sob a sinalização de que teria espaço na chapa majoritária. A demora de quase um mês para comunicar que sua candidatura não teria suporte financeiro apenas reforçou a percepção de desgaste e desconforto interno.

Nos bastidores, o entendimento é de que o problema nunca foi exatamente o fundo eleitoral, mas sim a resistência da senadora Zenaide Maia ao seu nome. Aliados de Allyson Bezerra e José Agripino enxergavam em Carlos uma peça importante para ampliar a penetração eleitoral do grupo em Natal. Ainda assim, prevaleceu o temor de que Zenaide pudesse rever sua posição política e retornar ao campo da governadora Fátima Bezerra.

No fim, a saída de Carlos Eduardo expõe mais do que uma desistência: revela fissuras, vetos silenciosos e um processo conduzido de forma pouco elegante com um ex-prefeito da capital.

Aliança articula reunião para confirmar Rafael ao Senado e alinhar estratégia

Articulação envolve PT, PV, PSB, PDT, PCdoB e Rede Sustentabilidade, que já têm encontro marcado para o início deste mês

foto: Assessoria CMN e Câmara dos Deputados

Os partidos que integram a base política da governadora Fátima Bezerra devem se reunir entre os dias 6 a 8 ( essa semana) para consolidar a indicação do PDT à disputa pelo Senado. O nome escolhido pela legenda é o de Rafael Motta, que tende a compor chapa ao lado de Samanda Alves.

A articulação envolve PT, PV, PSB, PDT, PCdoB e Rede Sustentabilidade, que já têm encontro marcado para o início de maio. A expectativa é de que a decisão do PDT, baseada em levantamentos internos, seja validada sem resistência, fechando o desenho da chapa.

Para Rafael Motta, esse momento marca o ponto de partida para uma atuação mais incisiva na pré-campanha. Desde que foi escolhido internamente pelo PDT, ele vinha adotando uma postura mais contida, aguardando o posicionamento conjunto dos aliados.

Apesar do cenário de convergência, há leituras dentro do próprio grupo que indicam possíveis ruídos. Isso porque algumas sondagens apontam desempenho competitivo de Rafael, o que pode gerar debate sobre o espaço de cada candidatura dentro da aliança.

A tendência, no entanto, é de que o PT dê sustentação ao arranjo e atue para manter a unidade. A estratégia passa por evitar dispersão de votos no campo da esquerda, especialmente diante da presença de Zenaide Maia no cenário eleitoral.

Nesse contexto, a formação de uma dobradinha ao Senado exige equilíbrio. A lógica interna aponta para Samanda como principal nome do primeiro voto, enquanto Rafael surge como alternativa competitiva para o segundo, ampliando as chances do grupo.

Diferentemente de 2022, quando disputou sem uma base estruturada e alcançou cerca de 23% dos votos, Rafael agora conta com o respaldo de uma aliança consolidada, fator que pode influenciar diretamente no desempenho da pré-campanha.

Indicada do PV para vice de Cadu faz agenda como “ensaio” de chapa

Os registros do encontro circularam com força nas redes sociais de aliados, reforçando a leitura de que o nome de Luciana começa a ganhar densidade política

Reprodução redes sociais

A advogada Luciana Soares, apontada pelo Partido Verde (PV) como opção para compor a vice na eventual chapa encabeçada por Cadu Xavier (PT), esteve em Assú no último sábado participando de compromissos políticos ao lado do pré-candidato ao governo.

A agenda contou também com a presença do prefeito do município, Lula Soares (Republicanos), e do pré-candidato a deputado estadual Gustavo Soares (PSDB), que declararam apoio ao projeto de Cadu para o Governo do Estado e à pré-candidatura de Samanda Alves (PT) ao Senado.

Os registros do encontro circularam com força nas redes sociais de aliados, reforçando a leitura de que o nome de Luciana começa a ganhar densidade política e apoio para além do PV na construção da chapa majoritária.

Integrante de uma das famílias mais influentes do Vale do Açu, Luciana é irmã do ex-prefeito Gustavo Soares e do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, George Soares (ex-deputado estadual indicado à Corte pela governadora Fátima Bezerra (PT)). Ela também é prima do prefeito Lula Soares.

Com forte presença política e histórica ligação com o grupo da governadora, a família amplia o peso da possível composição. Apesar da indicação do PV ter sido formalizada no mês passado, o PT ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice na chapa.

Ministério Publico Eleitoral minimiza indícios em ação sobre doações na véspera da eleição e contratos públicos em Canguaretama

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O parecer recente do Ministério Público Eleitoral (MPE) pela manutenção do mandato do prefeito de Canguaretama, Leandro Varela, levanta questionamentos diante do conjunto de elementos reunidos na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE nº 0600694-20.2024.6.20.0011).

A ação apura possíveis práticas de abuso de poder político, captação ou gasto ilícito de recursos de campanha e condutas vedadas. Entre os pontos centrais da investigação estão transferências via Pix realizadas por empresas na véspera da eleição de 2024 a pessoas diretamente ligadas à campanha do então candidato.

Com a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça, os autos indicam que os valores recebidos teriam sido rapidamente direcionados ao pagamento de fornecedores. Parte dessas mesmas empresas, segundo consta no processo, passou a firmar contratos com a Prefeitura já no início da gestão, inclusive por meio de contratações emergenciais.

Também são citados beneficiários das transferências que ocupam funções na estrutura política e administrativa local ou que mantêm relação direta com o núcleo de campanha. Há ainda registros de contratos posteriores com valores relevantes, o que reforça o debate sobre a possível conexão entre os repasses eleitorais e a execução de serviços públicos.

Diante desse cenário, o posicionamento do MPE favorável à manutenção do mandato chama atenção e abre espaço para questionamentos sobre a interpretação dos fatos apresentados na investigação.
A decisão final caberá à juíza Daniela do Nascimento Cosmo, da 11ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte, que analisará o conjunto probatório, incluindo extratos bancários e documentos colhidos ao longo do processo.

O caso segue em tramitação na Justiça Eleitoral.

MPE minimiza indícios em ação contra o prefeito de Canguaretama

O parecer recente do Ministério Público Eleitoral (MPE) pela manutenção do mandato do prefeito de Canguaretama, Leandro Varela, levanta questionamentos diante do conjunto de elementos reunidos na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE nº 0600694-20.2024.6.20.0011).

A ação apura possíveis práticas de abuso de poder político, captação ou gasto ilícito de recursos de campanha e condutas vedadas. Entre os pontos centrais da investigação estão transferências via Pix realizadas por empresas na véspera da eleição de 2024 a pessoas diretamente ligadas à campanha do então candidato.

Com a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça, os autos indicam que os valores recebidos teriam sido rapidamente direcionados ao pagamento de fornecedores. Parte dessas mesmas empresas, segundo consta no processo, passou a firmar contratos com a Prefeitura já no início da gestão, inclusive por meio de contratações emergenciais.

Também são citados beneficiários das transferências que ocupam funções na estrutura política e administrativa local ou que mantêm relação direta com o núcleo de campanha. Há ainda registros de contratos posteriores com valores relevantes, o que reforça o debate sobre a possível conexão entre os repasses eleitorais e a execução de serviços públicos.

Diante desse cenário, o posicionamento do MPE favorável à manutenção do mandato chama atenção e abre espaço para questionamentos sobre a interpretação dos fatos apresentados na investigação.
A decisão final caberá à juíza Daniela do Nascimento Cosmo, da 11ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte, que analisará o conjunto probatório, incluindo extratos bancários e documentos colhidos ao longo do processo.

O caso segue em tramitação na Justiça Eleitoral.

Secretário de Paulinho Freire nega convite para campanha eleitoral; caso acontecesse, negaria

Em contato direto, Vágner Araújo foi categórico: não recebeu convite. E foi além. Deixou claro que, mesmo que houvesse o chamado, não aceitaria

Foto: Sempla / Reprodução

Circulou na imprensa a informação de que o secretário de Planejamento de Natal, Vágner Araújo, nome de peso em qualquer gestão administrativa não só no RN, mas fora dele também, estaria sendo cotado para integrar a equipe de marketing da pré-campanha de Allyson Bezerra, em articulação que envolveria também a senadora Zenaide Maia.

A coluna foi atrás.

Em contato direto, Vágner foi categórico: não recebeu convite. E foi além. Deixou claro que, mesmo que houvesse o chamado, não aceitaria em respeito ao compromisso assumido com a gestão do prefeito Paulinho Freire, onde comanda a Secretaria de Planejamento.

No cargo, aliás, segue focado. Toca projetos estratégicos e é hoje um dos nomes mais bem avaliados da equipe com entregas concretas e presença ativa na condução de pautas importantes para a cidade.

Resumo da ópera: não procede. E, pelo visto, nem procederia.

Três estratégias, um objetivo: ocupar o RN antes da campanha

Neste momento, antes mesmo do voto, o que está em jogo é algo mais básico: presença.

As estratégias de pré-campanha já estão nas ruas e dizem muito sobre o que vem pela frente na disputa pelo Governo do RN. Neste momento, antes mesmo do voto, o que está em jogo é algo mais básico: presença. Os três principais nomes entenderam isso. Nenhum deles hoje está completamente “estadualizado”. E é justamente aí que está o centro da disputa.

Allyson Bezerra foi o primeiro, lançou o projeto “167 razões para acreditar no Rio Grande do Norte” é simples na concepção e forte na execução: percorrer os municípios, marcar território e transformar cada parada em reconhecimento e conteúdo para redes sociais. Forte no Oeste, especialmente em Mossoró, Allyson ainda trabalha para furar bolhas em regiões como Seridó, Trairi e, principalmente, na Grande Natal, onde ainda precisa ganhar capilaridade popular.

Na sequência, Cadu Xavier entrou com uma estratégia ancorada em um ativo político de peso: Luiz Inácio Lula da Silva. O “Time de Lula no Rio Grande do Norte” não é apenas um slogan é uma linha de campanha. Em 2022, Lula passou de 1,3 milhão de votos no estado, mais de 65% do eleitorado. Cadu tenta converter esse capital em transferência direta de voto. É aposta clara: colar imagem, reduzir caminho.

Álvaro Dias entra com uma leitura diferente. Combina estrada com plataforma. O projeto “Agora é a Vez do Rio Grande do Norte” tenta equilibrar presença física com estratégia digital. Lançou um site com foco em escuta popular e construção de propostas mas, mais do que isso, tenta regionalizar o discurso à medida que circula. O desafio é evidente: sair do eixo Natal-Seridó e ganhar musculatura no restante do estado.

No fim, são três caminhos distintos para o mesmo objetivo: ganhar escala. Ganhar presença. E, principalmente, entrar na mente de um eleitor que ainda não decidiu.

Porque, neste momento do jogo, a regra é simples: quem aparece, começa a existir. E quem existe, entra na disputa.

TRE aponta irregularidades e derruba pesquisa que coloca Allyson Bezerra na liderança

Foto: Reprodução

A pesquisa Data Census que apontava o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra na liderança da corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte com 40,4% no estimulado e 21,2% no espontâneo foi derrubada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

A decisão saiu na noite desta segunda-feira (27), assinada pelo relator Juiz Daniel Maia, nos autos da Representação nº 0600153-12.2026.6.20.0000, ajuizada pelo Diretório Estadual do Partido Novo. O magistrado apontou uma série de erros primários cometidos pela Data Census, que envolvem divergências entre o que foi declarado à Justiça Eleitoral e o que foi aplicado em campo, falhas no plano amostral e dúvidas sobre a contratação e a origem dos recursos.

A decisão fixou multa de R$ 5.000,00 por dia de divulgação irregular, alcançando qualquer meio inclusive redes sociais e valendo também para terceiros que estejam reproduzindo os números.

Apesar disso, até o fechamento desta matéria a pesquisa continuava sendo exibida no perfil oficial de Allyson Bezerra no Instagram, em aparente descumprimento da ordem do TRE-RN. A representação eleitoral foi protocolada pelo advogado Raphael Targino.