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Vereadores de Natal começam a definir rumos para as eleições de 2026; veja mapa de apoio

Fotos: Verônica Macedo/CMN

O tabuleiro político da Câmara Municipal de Natal começa a ganhar forma para as eleições de 2026. Nos bastidores, partidos e figuras políticas já eleitas se movimentam visando a formação de nominatas e o fortalecimento das chapas. O comentarista Saulo Spinelly, da 98 FM Natal, apurou as movimentações e traçou um panorama para o pleito.

Mapa dos Apoios: Vereadores de Natal começam a definir 2026

Nos bastidores, vereadores já se movimentam, sinalizam apoios e reposicionam forças que devem influenciar diretamente os rumos da disputa estadual e federal. O resultado é um panorama que antecipa alianças, reforça blocos e expõe os primeiros alinhamentos dentro do Legislativo municipal.

Ezequiel Ferreira tem sua base em Natal

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), desponta com uma das articulações mais sólidas na Câmara de Natal. Além de Aldo Clemente, o tucano Cleiton da Policlínica também confirmou apoio ao líder do PSDB, reforçando a musculatura política de Ezequiel na capital.

Republicanos fecha questão com Adjuto Dias

No Republicanos, o movimento é praticamente homogêneo. Os vereadores Daniel Rendall, Irapoã Nóbrega e Kleber Fernandes já declararam alinhamento ao deputado Adjuto Dias. O único ponto em aberto é o posicionamento de Léo Souza, que ainda não definiu rumo, pode ser candidato a estadual na nominata que o presidente Eriko estiver.

Progressistas e União Brasil reconfiguram espaços

Entre os Progressistas (PP), os apoios seguem caminhos distintos, mas dentro do eixo das lideranças tradicionais:

  • Cláudio Custódio e Tárcio de Eudiane (União Brasil) caminham com Eudiane Macedo (PV);
  • Pedro Henrique (PP) reforça o grupo do deputado Hermano Moraes (PV);
  • Daniel Santiago (PP) apoia a deputada Cristiane Dantas (Migrará para o PL);
  • Ériko Jácome (PP) será candidato à Assembleia Legislativa e conta com os apoios de João Batista Torres (DC), Luciano Nascimento (PSD) e Chagas Catarino (União Brasil).

No União Brasil, o cenário também é de pré-candidaturas

Camila Araújo ( Desejo de ir para o PL, mas não tem janela e precisa de liberação) e Robson Carvalho disputam vagas à Assembleia Legislativa, enquanto Matheus Faustino mira a Câmara Federal. Tércio Tinôco já confirmou apoio ao deputado Kléber Rodrigues.

PT aposta em nomes próprios

A bancada petista deve lançar dois nomes à Assembleia: Brisa Bracchi e Daniel Valença. Para a Câmara Federal, a aposta é Samanda Alves.

Ubaldo Fernandes amplia apoio

O deputado Ubaldo Fernandes segue com o apoio do seu fiel escudeiro e Herberth Sena (PV) e resolveu uma “treta” familiar com irmão Eribaldo Medeiros (Rede), que anunciou apoio ao mesmo, ampliando sua presença na Câmara.

Solidariedade se organiza

  • Fúlvio Saulo apoia Luiz Eduardo (De malas prontas para o PL);
  • Anne Lagartixa ainda avalia entrada na disputa.

Podemos e outros apoios

  • Preto Aquino (Podemos) será candidato a deputado estadual.

PL fortalece eixo bolsonarista

Os vereadores Subtenente Eliabe e Tony Henrique se alinham ao projeto do Coronel Azevedo, reforçando o bloco bolsonarista dentro da Câmara. Terá a vereadora Camila Araújo, caso ela consiga a liberação do União Brasil.

Thabatta Pimenta mira voo mais alto

Do PSOL, a vereadora Thabatta Pimenta deve disputar a Câmara Federal mantendo o discurso de renovação e representatividade. Tudo caminha para se filiar ao PV, disputar o mandato pela Federação PT/PV e PcdoB.

Um espelho das eleições de 2026

A movimentação dos vereadores de Natal desenha, desde já, um retrato fiel das disputas de 2026. Blocos tradicionais se reorganizam, partidos testam força e novos projetos tentam ganhar espaço. Nos bastidores, o consenso é claro: o jogo começou e cada apoio já pesa no tabuleiro da política potiguar.

Quando o Senado resolve travar, o Governo desce do palanque e entra na realidade

A frase de Davi Alcolumbre “vou mostrar ao governo como é governar sem o presidente do Senado”, não é apenas um recado duro. É um golpe político calculado, desses que mudam o humor de Brasília em segundos. E é também a evidência pública de algo que o governo tentou ignorar até o último minuto: a governabilidade no Brasil passa, obrigatoriamente, pelo Senado. E quando o Senado decide medir forças, o Executivo descobre, na marra, que poder sem articulação vira fumaça.

É preciso dizer com toda clareza: nenhum governo funciona sem o Senado. Nenhum.
A Casa Alta é onde repousam ou morrem as agendas realmente estruturais do país. É lá que se decide o futuro das sabatinas para o STF, das direções de agências reguladoras, das embaixadas estratégicas, das PECs, das revisões fiscais, das reformas e de qualquer movimento institucional relevante. Se o presidente do Senado fecha a porta, tudo trava. E quando tudo trava, Brasília apodrece em silêncio.

O recado de Alcolumbre expõe um erro político primário do governo: subestimar a força daquela que é, historicamente, a Casa mais resistente às pressões do Planalto. O Senado não funciona na base da intimidação, muito menos no improviso. Funciona na lógica da reciprocidade, da negociação e da liturgia. Quando essa liturgia é rompida, o Senado reage e reage pesado.

O Planalto parece ter esquecido que Alcolumbre não é apenas presidente do Congresso; é um operador político raro, com trânsito amplo, articulação comprovada e capacidade real de pautar ou desidratar agendas inteiras. Ao anunciar que mostraria ao governo “como é governar sem o presidente do Senado”, ele não fez uma ameaça vazia. Ele fez uma demonstração de força. E, em Brasília, demonstrações de força têm consequências.

As sabatinas podem simplesmente evaporar do calendário. PECs podem ficar enterradas por meses. Medidas provisórias podem caducar sem cerimônia. Indicações sensíveis podem virar moeda de troca de alto valor. E, pior: a percepção de fragilidade do governo se espalha internamente, incentiva rebeliões na base e cria um ambiente em que cada senador passa a testar limites, porque sabe que o desgaste não recairá sobre ele, mas sobre o Executivo.

A governabilidade não é uma abstração: é uma engrenagem institucional. Se um pino trava, a máquina inteira esquenta. Se o Senado trava, o governo para.

A frase de Alcolumbre, dura e explícita, apenas traduziu o óbvio que alguns insistem em negar: governar sem o Senado não é difícil é impossível. E insistir nesse caminho não revela coragem; revela imprudência.

*As opiniões expressadas no artigo acima não manifestam, necessariamente, o posicionamento da 98 FM Natal. O conteúdo é de responsabilidade do autor.

Henrique Baltazar pode ser retirado da disputa pela vaga de desembargador


A vaga aberta no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) com a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro deveria ser preenchida por um critério simples: antiguidade. E, por essa regra, o juiz Henrique Baltazar aparece no topo da lista tríplice encaminhada ao Pleno do Tribunal. Mas o caminho que deveria ser automático ganhou obstáculos e crescem os sinais de um movimento interno para deixá-lo fora da escolha. A informação foi divulgada pela jornalista Anelly Medeiros, na Tribuna do Norte.
O ponto de atrito envolve duas representações apresentadas contra Baltazar por suposto descumprimento de um acórdão da Câmara Criminal. As peças foram formuladas pelos desembargadores Ricardo Procópio e Glauber Rego, e agora passam a pesar politicamente no momento de decidir o nome a ser promovido.
O último magistrado a chegar ao TJRN foi Martha Danyelle Sant’Anna Costa Barbosa, em 4 de junho de 2025, promovida pelo critério de merecimento, baseado em produtividade e desempenho processual. Agora, com a nova vaga, seria a vez de seguir o rito da antiguidade, conforme a resolução que regulamenta as promoções.
No topo da lista de juízes mais antigos aptos, aparecem:

  1. Henrique Baltazar Vilar dos Santos
  2. Alceu José Cicco
  3. Maria Neize de Andrade Fernandes

    Entretanto, quem articula a não ascensão de Baltazar argumenta que não existe “automatismo” no sistema e que tanto a Constituição quanto a Lei Orgânica da Magistratura preveem hipóteses de recusa, desde que devidamente fundamentadas.
    A própria resolução interna do TJRN determina que a promoção por antiguidade deve recair no mais antigo salvo se houver rejeição motivada por dois terços dos desembargadores. Em outras palavras, o Pleno terá de analisar as representações, garantir contraditório e ampla defesa, e votar se elas justificam preterir o primeiro da lista.

    O fato é que, qualquer que seja o resultado, o desfecho não deve ficar restrito ao TJRN. Se houver rejeição, se não houver, ou se a votação gerar ruído o episódio inevitavelmente baterá às portas do Conselho Nacional de Justiça, que terá a palavra final sobre os limites e a legitimidade dessa eventual recusa. Uma disputa que deveria ser apenas técnica agora ganha temperatura política e jurídica. E o Tribunal sabe: qualquer passo em falso será escrutinado nacionalmente.

Do 1% nas pesquisas à Prefeitura: A vitória improvável de Zohran Mamdani em Nova York

Ele foi eleito prefeito de Nova York na última terça-feira (4). Foto: Reprodução/Instagram

Saulo Spinelly
Comentarista

Nova York — Em uma das reviravoltas políticas mais surpreendentes dos últimos anos, Zohran Mamdani venceu as eleições para a prefeitura de Nova York nesta terça-feira (4), derrotando o ex-governador Andrew Cuomo por mais de oito pontos percentuais. Com 50,4% dos votos e mais de um milhão de eleitores mobilizados, o jovem deputado estadual de 34 anos tornou-se não apenas o primeiro muçulmano a comandar a maior cidade dos Estados Unidos, mas também provou que é possível vencer o establishment, mesmo quando todos apostam contra você.

A trajetória de Mamdani parece saída de um roteiro improvável. Nascido em Uganda, filho de mãe indiana e pai ugandês, chegou aos Estados Unidos aos sete anos e cresceu no Queens. Antes de ingressar na política, teve uma breve carreira como rapper sob o nome artístico "Young Cardamom" e trabalhou como conselheiro habitacional, ajudando famílias a evitar execuções hipotecárias durante crises financeiras.

O que mais surpreende não é apenas sua origem ou idade, mas o fato de ter conseguido vencer uma das máquinas políticas mais poderosas do país. Cuomo, armado com milhões de dólares de empresários e até mesmo o apoio de Donald Trump (que chamou Mamdani de "comunista"), parecia imbatível. A comunidade empresarial de Nova York gastou mais de 20 milhões de dólares tentando derrotá-lo através de comitês de ação política.

A fórmula improvável: pragmatismo envolto em ousadia

Mamdani pode se autodeclarar socialista e ser filiado aos Socialistas Democráticos da América, mas sua campanha não ficou presa em debates ideológicos abstratos. Em vez disso, construiu uma narrativa poderosa ao redor de problemas concretos que afetam o cotidiano dos nova-iorquinos: o jovem profissional que não consegue pagar o aluguel, a mãe que precisa de creche acessível, o trabalhador que gasta horas e uma fortuna no transporte público.

Suas propostas foram diretas e fáceis de entender: congelamento dos aluguéis em imóveis com controle de preços, transporte público gratuito, creches universais desde o nascimento, supermercados municipais para reduzir o custo dos alimentos. Eram ideias progressistas, sim, mas apresentadas como soluções práticas para crises reais. Como observou um analista político, Mamdani conseguiu "reunir o apoio dos eleitores frustrados com o sistema e esquecidos pelas estruturas tradicionais de poder."

Enquanto Cuomo inundava a televisão com anúncios e se recusava a falar com a imprensa, realizar eventos públicos ou participar de debates, Mamdani estava nas ruas. Visitou comunidades por toda a cidade, construindo uma imagem de político acessível e genuinamente interessado nas pessoas. Sua mensagem era clara: o imigrante que desafiou o establishment para defender a classe trabalhadora.

A comunicação que conquistou a Geração Z

Se a estratégia de rua foi fundamental, a comunicação digital foi o trunfo decisivo. Mamdani entendeu que vencer em Nova York em 2025 exigia dominar as redes sociais, e foi exatamente o que fez. Sua campanha apostou no carisma do candidato em vídeos curtos que uniam entretenimento e informação política, tudo embalado em uma identidade visual ousada e impossível de ignorar: fontes não convencionais, cores vibrantes e uma estética de colagem que gritava juventude e renovação.

Foi através dessa comunicação viral que Mamdani conquistou os eleitores mais jovens, a chamada Geração Z, que compareceu às urnas em números recordes. A eleição registrou mais de 2 milhões de votantes, a maior participação desde 1969. Seu vídeo de vitória, publicado imediatamente após o resultado, mostrava as portas de um metrô se abrindo enquanto uma voz anunciava: "Próxima e última parada: City Hall" — uma referência à estação próxima ao prédio da prefeitura.

Mais que um fenômeno local

Em seu discurso de vitória no Brooklyn, Mamdani não apenas celebrou a conquista, mas colocou sua eleição em um contexto mais amplo de resistência. "Se há alguma forma de aterrorizar um déspota, é desmantelando as próprias condições que lhe permitiram acumular poder", disse, mirando diretamente em Donald Trump. "Não é apenas assim que paramos Trump, é assim que paramos o próximo."

E em um gesto típico de sua comunicação destemida, mandou um recado direto ao presidente: "Donald Trump, já que sei que está assistindo, tenho quatro palavras para você: aumente o volume [Turn the volume up]", uma expressão que pode ser traduzida como "preste atenção" ou "fique esperto."

A vitória de Mamdani já está sendo analisada como um possível modelo para a esquerda progressista em outros cantos dos Estados Unidos. Ela demonstra que é possível desafiar candidatos do establishment mesmo em disputas fora dos centros urbanos dominados pelos democratas tradicionais. A receita? Menos retórica ideológica, mais propostas práticas. Narrativa forte com inimigos claramente identificados. E uma comunicação viral, humanizada e impossível de ignorar.

Para os cozinheiros, entregadores e motoristas de táxi que Mamdani mencionou em seu discurso, os trabalhadores "muitas vezes ignorados e marginalizados em uma das cidades mais caras do mundo" a mensagem foi clara: a política pode, sim, ser feita de forma diferente. E pode vencer.

Agora, aos 34 anos, o prefeito mais jovem de Nova York em mais de um século terá que provar que suas promessas progressistas podem se transformar em políticas efetivas. O desafio é enorme, mas se há algo que Zohran Mamdani já provou é que subestimá-lo é um erro. Afinal, ele já fez o impossível uma vez.

*As opiniões expressadas no artigo acima não manifestam, necessariamente, o posicionamento da 98 FM Natal. O conteúdo é de responsabilidade do autor.

Quando a cadeira do poder fica vazia, alguém senta

Foto: Reprodução/Instagram

Saulo Spinelly
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Há movimentos na política que não aparecem em coletivas, não saem no off dos portais e muito menos dependem de manchetes. Eles acontecem em silêncio e justamente por isso dizem mais do que qualquer discurso. Enquanto o País discutia a operação policial no Rio de Janeiro, sete governadores decidiram, literalmente, sentar na cadeira do comando nacional. Sem foto, sem postagem, sem assessoria. Só política em estado bruto.

Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Ibaneis Rocha (DF), Mauro Mendes (MT), Jorginho Mello (SC) e Ratinho Jr. (PR). Sete nomes com densidade, narrativa e, principalmente, ambição. Sete líderes capazes de eleger um presidente ou de serem um. E eles não se reuniram para “solidariedade”, como a narrativa oficial tentou jogar para a plateia. Reuniram-se para logística, comando, estratégia. Quem manda tropa. Quem manda helicóptero. Quem chega primeiro. Quem banca politicamente. O tipo de reunião que define poder real, não manchete simpática.

Há uma regra de ouro na política: quando o governo não lidera, alguém lidera por ele. E foi exatamente isso que se viu. Enquanto Brasília silenciava, os governadores ocuparam o vácuo. Não se fala de segurança pública sem presença. Não se controla a narrativa sem aparecer. E o governo federal, naquele dia, assistiu. Não reagiu. Apenas observou. Na prática, assistiu a direita construir uma cena nacional com timing, coesão e propósito.

O movimento não parou ali. No mesmo dia, o Senado instalou a CPI do Crime Organizado. Para funcionar, eram necessárias 27 assinaturas. Obtiveram 31. Quantas do PT? Nenhuma. Zero. É impossível esconder o componente político disso e, mais do que isso, o recado. Os governadores agiram na ponta. O Senado formalizou no institucional. O Executivo ficou no sofá. Política não tolera cadeira vazia.

Há quem tente tratar segurança pública como pauta técnica. Não é. Segurança é emoção. É medo, controle, comando. Quem oferece sensação de proteção vira referência. Quem hesita vira público-alvo. Naquele dia, sete governadores compreenderam algo básico: quem age governa; quem observa comenta. A direita não estava apenas reagindo a um momento de crise. Estava testando, em rede, capacidade de articulação nacional e mostrou que tem musculatura.

O resultado é simples: 2026 começou. Não oficialmente, mas politicamente. E o episódio revelou o que todo estrategista sabe: não existe vácuo de liderança. Ou o poder é ocupado pelo governo, ou é ocupado por quem está disposto a disputar.

A política não se move por declarações, se move por quem senta à mesa certa, no momento certo. E naquela mesa, naquele dia, o recado foi claro: quem governa de fato é quem aparece quando o país procura comando. O resto… vira espectador.

Eu vi o movimento. E você?

*As opiniões expressadas no artigo acima não manifestam, necessariamente, o posicionamento da 98 FM Natal. O conteúdo é de responsabilidade do autor.

Grupo de Álvaro Dias anuncia apoio à pré-candidatura de Nina Souza a deputada federal

Por Saulo Spinelly
Colunista 98FM Natal

O grupo político liderado pelo ex-prefeito e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, oficializou apoio à pré-candidatura de Nina Souza (União Brasil) à deputada federal.

A movimentação reforça a construção de um projeto político articulado em torno de uma dobradinha com o deputado estadual Adjuto Dias (MDB), que também confirmou apoio e caminhará ao lado de Nina nas eleições de 2026. Juntos, eles representarão a principal frente do grupo de Álvaro Dias na disputa proporcional.

O anúncio reúne nomes de peso da política natalense, como os vereadores Daniel Rendal, Kleber Fernandes e Irapoã Nóbrega, além da vice-prefeita Joanna Guerra, que tem desempenhado papel importante na coordenação política do grupo dentro da gestão do prefeito Paulinho Freire.

Com forte base em Natal, o grupo consolida sua presença na capital, reforçando alianças estratégicas e ampliando a representatividade política nas diversas regiões da cidade.

Nina Souza, atual secretária municipal de Assistência Social (Semtas), é reconhecida pelo perfil técnico e pela atuação voltada à gestão eficiente e à defesa de políticas públicas sociais. O nome dela tem ganhado força entre as candidaturas femininas do estado e aparece nas primeiras colocações nas últimas pesquisas de intenção de voto para deputada federal, refletindo o crescimento de sua presença política e o reconhecimento do trabalho desenvolvido à frente da pasta.

O grupo liderado por Álvaro e Adjuto tem um histórico de trabalho conjunto e alinhamento de pautas políticas, especialmente em áreas como assistência social, gestão pública e desenvolvimento urbano — bandeiras que vêm norteando a atuação da equipe ao longo dos últimos anos.

Álvaro Dias parabenizou Nina pela decisão de colocar seu nome à disposição do eleitorado potiguar e destacou a relevância de sua trajetória.

“Nina tem coragem e uma história de resultados concretos. É uma mulher que conhece as demandas sociais e trabalha para transformar realidades. Tenho certeza de que será uma grande força para o Rio Grande do Norte em Brasília, levando emendas e projetos que realmente tenham finalidade social”, afirmou o ex-prefeito.

O movimento consolida o projeto político de Álvaro Dias rumo a 2026, unindo forças e lideranças em torno de uma pauta de gestão, proximidade com a população e fortalecimento das bases políticas em Natal, além de reforçar a parceria com o prefeito Paulinho Freire.

A memória seletiva da política potiguar: quando a gratidão se perde no jogo do poder

Então prefeito Carlos Eduardo durante renúncia à Prefeitura do Natal, entregando cargo para Álvaro Dias - Foto: Reprodução

Saulo Spinelly
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As recentes falas de ataques de Carlos Eduardo em relação à Álvaro Dias expõem mais do que uma simples desavença política: revela a fragilidade das alianças construídas sobre interesses momentâneos e a facilidade com que a memória se torna seletiva quando convém ao discurso do momento. Ao chamar seu antigo aliado de "desleal" e "ingrato", Carlos Eduardo parece ter esquecido que na política potiguar, como em qualquer outro cenário político brasileiro, a lealdade é uma via de mão dupla e o retrovisor, quando acionado honestamente, pode mostrar imagens inconvenientes.

Quando Carlos Eduardo deixou a Prefeitura de Natal em 2018 para disputar o governo estadual, transferiu a gestão municipal para Álvaro Dias em um movimento que parecia selado pela confiança mútua. A transição foi exemplar: compromissos honrados, equipes mantidas, continuidade administrativa. Álvaro assumiu não apenas o cargo, mas também o ônus de manter de pé os projetos do antecessor. Naquele momento, a lealdade funcionava perfeitamente, mas para o lado de quem detinha o poder de escolher o sucessor.

O episódio da escolha do vice na reeleição de Álvaro, em 2020, é emblemático da relação assimétrica que já se desenhava. Ao solicitar três nomes a Carlos Eduardo, Álvaro tentava construir uma ponte democrática dentro da aliança. A resposta, porém, foi um bilhete com um único nome repetido três vezes: Aíla Cortez, prima da esposa de Carlos. Não havia negociação, apenas imposição travestida de sugestão. Álvaro aceitou. Mais uma vez, demonstrou lealdade ou seria subserviência?

O ano de 2022 marca a primeira grande fissura pública. Álvaro empenhou capital político para defender Carlos Eduardo como candidato da oposição ao governo estadual, enfrentando a resistência de Rogério Marinho e negociando com Ezequiel Ferreira.

A construção da candidatura exigia articulação, desgaste e convencimento. Carlos, no entanto, decidiu trilhar outro caminho: fechou com o grupo de Fátima Bezerra para disputar o Senado. O detalhe agrava o gesto, fez isso sem avisar o principal articulador de seu nome na oposição. Na política, há divergências estratégicas legítimas. O problema não foi Carlos mudar de lado, mas fazê-lo pelas costas de quem defendia publicamente sua candidatura. Se há deslealdade nessa história, é necessário perguntar: de qual lado ela começou?

O último capítulo dessa novela política, em 2024, é revelador da soberba que frequentemente acompanha o poder. Às vésperas da eleição municipal de Natal, conversas avançadas indicavam que Álvaro apoiaria Carlos Eduardo. Tudo caminhava para um novo pacto até que Carlos proferiu a frase fatal: "Você sabe que eu ganho com você ou sem você". A declaração é um manual sobre como não fazer política. Ao minimizar publicamente a importância do apoio de um aliado histórico, Carlos não apenas o desrespeitou, mostrou que o considerava dispensável. Álvaro reagiu como qualquer político faria: escolheu apoiar outro aliado histórico e que clamava por seu apoio, Paulinho Freire, que venceu a eleição.

A trajetória dessa relação política ilustra um fenômeno recorrente: líderes que confundem força eleitoral momentânea com invencibilidade. Carlos Eduardo cometeu o erro clássico de acreditar que poderia prescindir de alianças consolidadas, confiando excessivamente em sua própria capacidade de mobilização. A política, contudo, é feita de reciprocidade. Álvaro demonstrou lealdade em 2018, ao assumir e honrar compromissos alheios; em 2020, ao aceitar a indicação imposta para vice; e em 2022, ao defender publicamente um nome que acabaria por trocá-lo de lado sem aviso prévio. Quando finalmente reagiu, em 2024, não foi por traição, mas por respeito próprio.

A acusação de ingratidão soa particularmente irônica. Se gratidão é reconhecer favores recebidos, seria razoável perguntar: quantas vezes Álvaro silenciou suas próprias ambições para viabilizar os projetos de Carlos? Quantas vezes engoliu imposições em nome da unidade do grupo? A frase que encerra o relato "a mágoa de Carlos Eduardo está levando-o a perder a memória", sintetiza com precisão o problema. Na política, como na vida, a memória tende a ser seletiva quando serve aos interesses do momento. Esquecemos as concessões que recebemos e amplificamos as que fizemos. Ignoramos as deslealdades que praticamos e destacamos as que sofremos.

O embate entre Carlos Eduardo e Álvaro Dias não é excepcional na política potiguar ou brasileira. É apenas mais um capítulo da eterna tensão entre ambição pessoal e compromissos coletivos, entre a vontade de poder e a necessidade de alianças. O que fica de lição é que, na política, memórias curtas costumam produzir carreiras igualmente breves. E que a arrogância, por mais eleitoralmente atraente que possa parecer no curto prazo, raramente sobrevive ao teste do tempo e das urnas.

*As opiniões expressadas no artigo acima não manifestam, necessariamente, o posicionamento da 98 FM Natal. O conteúdo é de responsabilidade do autor

Pesquisa TSDois/TCM confirma alta aprovação da Finecap 2025 e da gestão Marianna Almeida

Pesquisa TSDois/TCM confirma alta aprovação da Finecap 2025 e da gestão Marianna Almeida - Foto: Divulgação

Por Saulo Spinelly
Comentarista 98 FM Natal

A prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida (PSD), participou na noite desta terça-feira (23) do programa Cenário Político, da TCM, onde comentou os números da pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto TSDois acerca da Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (Finecap 2025) e da sua segunda gestão.

De acordo com o levantamento, a Finecap foi amplamente aprovada pela população. As atrações tiveram avaliação positiva de 92,4% dos entrevistados, enquanto a estrutura foi aprovada por 93,4%. No quesito organização, 92,2% classificaram como ótima ou boa. Já a segurança foi o aspecto mais bem avaliado, com 94,1% de aprovação.

De forma geral, 95,7% dos entrevistados consideraram a Finecap como ótima ou boa, consolidando o evento como um dos maiores e mais bem organizados do Rio Grande do Norte.

Além da festa, o levantamento também trouxe dados sobre a administração municipal. A gestão de Marianna Almeida obteve aprovação de 88,6% dos entrevistados. Na avaliação, 27,5% consideraram a gestão ótima, 49,6% boa e 13% regular. Apenas 8,7% a classificaram entre ruim e péssima.

A pesquisa foi realizada nos dias 16 e 17 de setembro, ouvindo 561 eleitores, com margem de erro de 4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.