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Voto de Fux redesenhou o tabuleiro do STF

O que parecia ser apenas mais uma decisão técnica virou um gesto político que vai ecoar até 2026. Foto: Gustavo Moreno/STF

Por Saulo Spinelly
Comentarista político

O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal parecia definido. Dois ministros já haviam votado pela condenação quando Luiz Fux interrompeu o roteiro e mudou o enredo. O que parecia ser apenas mais uma decisão técnica virou um gesto político que vai ecoar até 2026.

O processo não era pequeno: acusação de organização criminosa, cada voto funcionando como peça de dominó. O bloco do relator articulava maioria, pronto para encerrar o caso.

Mas Fux quebrou a coreografia e lembrou que o STF não é uma comissão parlamentar de inquérito. No microfone, soou como defesa institucional: “O Supremo não é palco de julgamento político”. No corredor, o recado foi direto: ele não aceitaria carregar um processo que tinha mais cheiro de palanque do que de código penal.

Esse voto não nasceu ontem. Há anos Fux amadurece a tese de que o Supremo não deve julgar réus sem cargo. Em 2018, já havia se posicionado sobre foro privilegiado. Agora, ao sentir o plenário no limite de se transformar em comício, puxou da gaveta o precedente. O gesto pode ter parecido improviso, mas foi cálculo de longo prazo: pedir a anulação do processo e remetê-lo à justiça comum. Isso muda o foro, muda o ritmo, muda a correlação de forças. A imprensa apressou-se em falar em absolvição, mas o jogo é outro: trata-se de quem controla o relógio. Em Brasília, tempo vale mais que sentença.

Bolsonaro e a direita colheram ganhos imediatos. A narrativa veio pronta: até dentro do Supremo há quem reconheça exageros. Discurso pronto para rede social, palanque e panfleto. Os ministros que já votaram pela condenação ficaram presos ao enquadramento dele: quem insistir parece radical, quem recuar parece fraco. Fux não apenas jogou uma peça, redesenhou o tabuleiro inteiro. E num ambiente em que cada despacho soa coletiva de imprensa, ele falou como professor, não como influencer togado.

O STF já se viu nesse dilema. No mensalão, vestiu a capa de herói nacional. Na Lava Jato, mergulhou fundo demais e saiu chamuscado. Fux quis evitar que a Corte repetisse o erro de virar protagonista da crise. Nos Estados Unidos, a Suprema Corte escolhe com cuidado os casos que julga, ciente de que cada decisão molda décadas. Na Alemanha, o Tribunal Constitucional recua quando sente cheiro de política. No Brasil, ministros viram comentaristas de talk show. Fux foi exceção por um dia.

Seu voto não é sobre Bolsonaro, é sobre a sobrevivência institucional do STF. Se a Corte continuar atuando como partido político, vira apenas mais uma bancada. Quem confunde anulação com absolvição não entendeu nada: é sobre tempo, prescrição e transferência da bomba para outro juiz. Em Brasília, o relógio pesa mais que qualquer sentença. Ao dizer em voz alta o que muitos cochichavam no cafezinho que o Supremo está no limite de virar palco eleitoral, Fux desmontou a engrenagem. O julgamento era de Bolsonaro, mas quem está sendo julgado, de fato, é o STF.

“O povo de Natal que lhe conhece vai levar seu nome para o Rio Grande do Norte”, diz Paulinho em missa de aniversário de Álvaro Dias

Até então, Paulinho vinha mantendo postura de neutralidade, por ser considerado um articulador do grupo de oposição. Foto: Reprodução

Saulo Spinelly
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Aniversariante do dia o ex-prefeito Álvaro Dias, celebrou com uma missa em ação de graças, realizada na quinta-feira (4), em Natal, ganhou fortes contornos políticos. O atual prefeito, Paulinho Freire, fez um discurso afetuoso e de forma clara em apoio ao ex-gestor. Até então, Paulinho vinha mantendo postura de neutralidade, por ser considerado um articulador do grupo de oposição.

Inspirado no evangelho do dia, que falava sobre “avançar para águas mais profundas”, Paulinho adaptou a mensagem a Álvaro: “Eu sei que você vai avançar em águas mais profundas. O povo de Natal que lhe conhece vai levar seu nome para o Rio Grande do Norte. O RN é um estado sofrido, que não traz orgulho para nenhum norte-rio-grandense. Mas com sua força e sua coragem, você vai mudar esse estado”, declarou.

As palavras do prefeito foram interpretadas como um gesto de incentivo à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do RN em 2026. O discurso, aliado às recentes declarações de Álvaro se alinhando com Rogério Marinho e Styvenson Valentim, reposiciona o ex-prefeito de Natal no centro das articulações políticas da oposição.

Em sua fala, Álvaro agradeceu a presença dos amigos, ressaltando a importância das relações de confiança ao longo da trajetória política. Ele lembrou os apoios mútuos com Paulinho desde 1990 e destacou: “A amizade multiplica as alegrias. Juntos enfrentamos dificuldades e, também juntos, vamos enfrentar as lutas futuras. Repetindo as palavras do padre Lucas e de Paulinho Freire, vamos, quem sabe, avançar em águas mais profundas. Quem mudou Natal pode mudar o Rio Grande do Norte”.

Álvaro Dias se reúne com senador Styvenson Valentim em Brasília e reafirma unidade da oposição no RN

Álvaro Dias se reúne com senador Styvenson Valentim em Brasília e reafirma unidade da oposição no RN - Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, esteve em Brasília visitando o senador Styvenson Valentim (Podemos), em seu gabinete no Senado Federal. O encontro teve como pauta o cenário político nacional e, sobretudo, a situação do Rio Grande do Norte.

Na ocasião, Álvaro destacou a importância da construção de uma frente unida da oposição, ao lado do prefeito de Natal, Paulinho Freire e dos senadores Styvenson e Rogério Marinho (PL). Segundo ele, a meta é apresentar uma alternativa sólida ao atual governo estadual, liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT), que, em suas palavras, “tem sucateado a saúde pública, decepcionado a população na área da educação e falhado gravemente na segurança”.

Para Álvaro, o atual governo representa um dos piores da história do RN, diante do acúmulo de problemas e da ausência de respostas efetivas às demandas da população. Ele reforçou que a oposição está disposta a atuar em conjunto, ampliando o diálogo e a mobilização política em todo o estado.

Com a aproximação das eleições de 2026, a articulação entre Álvaro Dias, Rogério Marinho e Styvenson Valentim sinaliza uma união estratégica das principais lideranças oposicionistas no Rio Grande do Norte. O objetivo é consolidar uma base forte para o embate eleitoral que se aproxima, apresentando-se como contraponto ao atual governo.

Foto: Reprodução

Álvaro Dias e Rogério Marinho reforçam alinhamento em Brasília

Foto: Divulgação

Saulo Spinelly
Comentarista

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, está em Brasília e hoje (25) teve um encontro com o senador Rogério Marinho. A reunião, marcada por clima de proximidade e afinidade política, serviu para reforçar o alinhamento entre os dois líderes da oposição no Rio Grande do Norte.

Na pauta, uma análise do cenário nacional e, principalmente, as articulações em torno das eleições de 2026. Tanto Álvaro quanto Rogério deixaram claro que seguem no mesmo campo, lado a lado, debatendo os problemas do estado e mantendo o bloco oposicionista ativo.

O grupo, que também conta com a participação do senador Styvenson Valentim e do prefeito de Natal, Paulinho Freire, vai se consolidando como um dos principais polos de articulação no RN. Ainda não há definição sobre quem será o candidato da oposição ao governo do estado, mas a mensagem passada em Brasília foi a de unidade.

Segundo os bastidores, a certeza é de que as conversas continuarão e, no momento oportuno, a decisão sobre o nome a ser apresentado ao eleitor potiguar será tomada em conjunto.

De “Resistência” a “Golpe”: A Política Brasileira e o Teatro da Hipocrisia

Senadores ocupam o plenário do Senado após prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) • Instagram/Reprodução

Por Saulo Spinelly
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Na política brasileira, há um roteiro que não muda — apenas os atores e os crachás no peito. Invadir e ocupar as mesas da Câmara e do Senado é um clássico que atravessa governos, ideologias e bandeiras. A prática, quase ritual, serve para o mesmo fim: travar votações, tensionar o ambiente e transformar o plenário em um palco de guerra política.

Nos últimos anos, o script se repetiu com precisão. Em 2017 e 2018, foi a esquerda quem ocupou a Mesa das Casas Legislativas. O objetivo era barrar votações e reagir a decisões judiciais, principalmente ligadas à prisão do ex-presidente Lula e ao que classificavam como “perseguição política”. Para seus protagonistas, tratava-se de “resistência democrática”. Para a direita, vandalismo e afronta às instituições. Movimentos sociais, sindicatos e entidades ligadas à pauta progressista ofereciam apoio aberto. Quem ousasse criticar, recebia o carimbo de “inimigo da democracia”.

Corta para 2025. O cenário é idêntico, mas os personagens mudaram. Agora é a direita que ocupa e invade a Mesa, reagindo a pautas e decisões que julgam abusivas. No discurso, defendem “a liberdade e a Constituição”. Para a esquerda, são golpistas e ameaçadores da ordem. O apoio vem de grupos conservadores e redes sociais. E o que antes era “vandalismo” vira, para os novos protagonistas, “ato legítimo de defesa”.

Essa alternância revela uma lógica implacável: quando na oposição, ocupar espaços de comando e bloquear sessões é ferramenta política válida; quando no governo, a mesma tática se transforma em crime contra a democracia. O nome do ato muda conforme a conveniência.

A história recente oferece exemplos de sobra. O 8 de janeiro de 2023, quando prédios da Praça dos Três Poderes foram invadidos e depredados, não nasceu no vácuo. Antes, em 2016, integrantes do MST e da CUT ocuparam a Câmara contra o impeachment de Dilma Rousseff. Em 2013 e 2017, ministérios foram invadidos, depredados e até incendiados durante protestos. A semelhança nas ações é inegável, mas o enquadramento narrativo sempre depende de quem está no comando.

Essa prática recorrente desnuda a seletividade da memória política no Brasil. Quando a ação parte do “meu lado”, ela é “resistência”; quando vem do adversário, é “golpe”. Não há uma regra de conduta que se mantenha acima das conveniências.

O resultado é um ciclo vicioso: as instituições são tensionadas, o debate é substituído pelo confronto físico e simbólico, e a polarização se retroalimenta. Trocam-se os rostos e os slogans, mas permanece a mesma disposição de usar o espaço institucional como arena de batalha.

No fim das contas, talvez a única constante na política brasileira seja a hipocrisia.

RN 2026: Três palanques, uma disputa e o xadrez antecipado da sucessão

Se o calendário oficial ainda não permite o uso da palavra “campanha”, a prática já mostra: a eleição de 2026 começou. Fotos: Reprodução

Por Saulo Spinelly
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Faltando ainda mais de um ano para as eleições de 2026, o Rio Grande do Norte já respira campanha. Sob o disfarce de “seminários”, “rotas” e “encontros regionais”, para não ferir o calendário da Justiça Eleitoral, os principais pré-candidatos se lançam no jogo, testam forças, medem suas bases e, sobretudo, mostram que a disputa está longe de ser morna.

O PL: Rogério Marinho e o peso do bolsonarismo

Em Natal, o PL encerrou sua série de encontros regionais, o chamado Rota 22, com a presença de Michele Bolsonaro e do presidente da legenda, Valdemar da Costa Neto. Se a justificativa oficial era “ouvir a população”, a prática foi o lançamento de Rogério Marinho como o nome bolsonarista para o governo estadual.

Valdemar, pragmático como sempre, enalteceu a liderança nacional de Rogério, mas ressaltou que “o RN precisa mais dele aqui”, sinalizando claramente que o partido aposta todas as fichas na candidatura ao Executivo local. No palanque, Michele Bolsonaro deu o tom agressivo contra Lula, chamando-o de “pinguço”, enquanto aliados como o deputado General Girão defenderam a anistia dos presos do 8 de janeiro.

Com deputados estaduais e federais reforçando o evento, o PL mostrou musculatura, mas também o roteiro conhecido: dependência da narrativa bolsonarista e da força eleitoral de Jair Bolsonaro para manter coesa sua base.

O PT: Fátima no Senado, Cadu ao governo

Do outro lado, o PT também promoveu seu ato político. Na Arena das Dunas, militância em peso e a presença do presidente nacional Edinho Silva marcaram a posse da deputada Isolda Dantas e da vereadora Samanda Alves na direção estadual.

Mas a principal mensagem foi clara: a governadora Fátima Bezerra vai disputar o Senado e Cadu Xavier, atual secretário de Estado, será o candidato do PT ao governo. A fala de Cadu deixou de lado o tom técnico e assumiu o político. Mirando o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, ele ironizou: “Pode botar chapéu de couro, mas não vai ganhar o povo do Rio Grande do Norte”. Foi o recado mais direto até agora ao adversário que cresce no Seridó e no Oeste.

O PT mostrou unidade para a largada, embora os desafios estejam na construção de alianças. A grande dúvida é se conseguirá trazer partidos do Centrão, hoje muito mais próximos do campo de Rogério Marinho.

O PSD: Zenaide como peça-chave

Enquanto PT e PL polarizam, o PSD preferiu caminhar em faixa própria. A senadora Zenaide Maia, em seminário que reuniu prefeitos de todas as regiões, exibiu sua principal arma: as emendas parlamentares. Ao destacar que destinou recursos para todos os 167 municípios, ela se consolidou como “a senadora dos prefeitos”, transitando com naturalidade entre bases governistas e oposicionistas.

Com prefeitos da Grande Natal, do interior e especialmente de Mossoró — levados por Allyson Bezerra —, Zenaide mostrou capilaridade e força política. Diferente dos demais palanques, evitou ataques diretos, preferindo a imagem de agregadora. No discurso, pediu o “primeiro voto” para o Senado, enquanto lideranças a projetavam como favorita absoluta à reeleição.

O xadrez de 2026: três candidaturas no horizonte

O tabuleiro se organiza para uma eleição com três eixos claros:

Rogério Marinho (PL) sustentado pelo bolsonarismo;

Cadu Xavier (PT) amparado pela máquina estadual e pelo lulismo;

Allyson Bezerra (UB), cada vez mais próximo de Zenaide e com forte presença regional.

Nesse desenho, Zenaide emerge como nome central — cortejada tanto por governistas quanto por opositores —, capaz de dialogar com todos os lados graças ao peso das emendas.

Correndo por fora, o ex-prefeito Álvaro Dias tenta se firmar, mas ainda não conseguiu reunir apoios robustos que transformem sua movimentação em projeto competitivo.

Conclusão: o ensaio da guerra eleitoral

O que se viu neste final de semana foi um ensaio aberto da guerra de 2026. De um lado, o PL radicalizando contra Lula. Do outro, o PT se armando com a força da militância. E no meio, o PSD, pragmático, cuidando de consolidar Zenaide como peça-chave em qualquer composição.

Se o calendário oficial ainda não permite o uso da palavra “campanha”, a prática já mostra: a eleição de 2026 começou. E o RN será palco de uma disputa tripolar, em que alianças, ataques e o peso das emendas parlamentares podem definir o futuro político do Estado.

Ezequiel Ferreira articula para transformar MDB na maior bancada da ALRN

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB) - Foto: João Gilberto / ALRN
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB) - Foto: João Gilberto / ALRN

Por Saulo Spinelly
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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) vive um momento de intensas movimentações políticas, marcado pela reorganização das bancadas e pelos cálculos já voltados para as eleições de 2026. Nos bastidores, um dos protagonistas desse redesenho é o deputado estadual Ezequiel Ferreira, que atua para alavancar o MDB e transformá-lo na maior força partidária da Casa.

Hoje, o partido conta apenas com um representante formal: o deputado Adjuto Dias, que foi proibido de sair pela justiça. No entanto, o projeto de Ezequiel é ousado. Ele pretende atrair para a legenda outros nove parlamentares, formando um bloco robusto de dez cadeiras — o que representaria quase a metade dos 24 assentos da ALRN.

Na lista de possíveis novos integrantes do MDB, além do próprio Ezequiel, estão nomes de peso como Dr. Bernardo, Nélter Queiroz, Galeno Torquato, Ubaldo Fernandes, Vivaldo Costa, Hermano Morais, Kleber Rodrigues e Eudiane Macedo. Caso consiga concretizar essa meta, o partido passaria a ter uma posição privilegiada nas negociações políticas e no protagonismo das pautas legislativas.

Enquanto isso, outras legendas também se movimentam. O Partido Liberal (PL) tende a consolidar-se como a segunda maior bancada, com seis parlamentares: Gustavo Carvalho, Tomba Farias, Kerginaldo Jácome, Zé Dias, Coronel Azevedo e Terezinha Maia. O Partido dos Trabalhadores (PT) vem na sequência, com três representantes: Isolda Dantas, Divaneide Basílio e Francisco do PT.

Já o União Brasil deve manter seus dois atuais deputados, Ivanilson e Taveira Júnior, assim como o Solidariedade, que segue com Luiz Eduardo e Cristiane Dantas. O Progressistas (PP), por sua vez, permanece com apenas um assento, ocupado por Neílton Diógenes.

Apesar do plano ambicioso, ele é craque nos bastidores, isso é inegável, mas há quem divide se Ezequiel consegue reunir dez parlamentares sob o mesmo guarda-chuva partidário. O movimento exige habilidade política, alinhamento de interesses e, sobretudo, a capacidade de oferecer aos colegas um projeto de fortalecimento eleitoral consistente.

As articulações fazem parte de um cenário maior: a corrida pela formação das nominatas para 2026. Pela legislação atual, cada partido pode registrar até 25 candidatos ao Legislativo estadual, sendo obrigatoriamente oito deles mulheres. Esse formato exige que as legendas montem chapas equilibradas, capazes de “fazer esteira” para os atuais deputados e aumentar as chances de vitória no quociente eleitoral.

O desafio, portanto, não se limita à filiação de parlamentares. É preciso atrair nomes competitivos, com base eleitoral sólida, e compor uma estratégia que una interesses individuais e coletivos. Nos próximos meses, a movimentação promete se intensificar, e a disputa pela liderança das bancadas na ALRN será um dos capítulos mais importantes da pré-temporada eleitoral potiguar.

Federação União Progressista-RN discute cenário eleitoral em reunião realizada em Natal

Federação União Progressista-RN discute cenário eleitoral em reunião realizada em Natal - Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (28), Natal foi palco da primeira reunião oficial da Federação União Progressista-RN, que reúne os partidos União Brasil e Progressistas. O encontro, liderado por José Agripino Maia (União Brasil) e João Maia (Progressistas), marcou o início das articulações visando as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte.

Embora o grupo tenha tratado da eventual candidatura ao Governo do Estado — inclusive considerando o nome do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que lidera as pesquisas de intenção de voto —, o foco principal da conversa foi a construção das nominatas da federação. A prioridade, segundo apurado, é fortalecer as chapas proporcionais com o objetivo de ampliar as bancadas na Assembleia Legislativa do RN e na Câmara dos Deputados.

João Maia tem se dedicado à formação dessas nominatas, buscando nomes competitivos que contribuam para o desempenho da federação nas urnas. Já a presidência da federação, atualmente ocupada por José Agripino, será assumida por João Maia em 2026, mantendo a sintonia entre as duas legendas.

Participaram da reunião o prefeito de Natal, Paulinho Freire; o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra; os deputados Benes Leocádio, João Maia, Robinson Faria e Carla Dickson; o ex-deputado Albert Dickson; além do ex-senador José Agripino.

O encontro representou um passo importante na organização da federação, abrindo espaço para discussões sobre alianças, estratégias eleitorais e possíveis composições para a chapa majoritária em 2026.