Fair Play pode mudar destino do Brasil na Copa do Mundo; entenda por que os cartões ganharam peso em 2026

Empate com Marrocos já colocou a Seleção em desvantagem no critério disciplinar, que pode definir liderança de grupo, chaveamento e até classificação ao mata-mata

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 deixou um alerta que vai além do empate por 1 a 1 com Marrocos. Com o novo formato do Mundial, o critério disciplinar, conhecido como Fair Play, ganhou ainda mais relevância e pode influenciar diretamente o caminho das seleções na competição.

A pontuação leva em consideração os cartões recebidos ao longo da fase de grupos e pode ser utilizada como critério de desempate em diferentes situações, desde a definição da liderança da chave até a classificação dos melhores terceiros colocados para as oitavas de final.

Brasil já começou em desvantagem

O empate contra Marrocos deixou Brasil e seleção marroquina com campanhas idênticas na primeira rodada do Grupo C: um ponto, um gol marcado e um gol sofrido.

Nesse cenário, entra em cena o Fair Play. Durante a partida, Casemiro e Ibañez receberam cartões amarelos, enquanto Marrocos terminou o jogo sem qualquer advertência disciplinar.

Pelo regulamento da Fifa, cada cartão amarelo reduz um ponto na classificação do Fair Play. Com isso, o Brasil iniciou o Mundial com saldo de -2 nesse critério e passou a ficar atrás dos marroquinos em caso de igualdade nos demais índices de desempate.

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Liderança pode definir um caminho mais favorável

O novo formato da Copa do Mundo aumentou o peso da posição final na fase de grupos.

Os líderes de cada chave enfrentam um dos oito melhores terceiros colocados na primeira fase eliminatória. Já quem terminar na segunda colocação poderá cruzar com adversários teoricamente mais fortes logo nas oitavas de final.

Por isso, perder a liderança por causa do número de cartões pode alterar significativamente o chaveamento e tornar a caminhada rumo às fases decisivas mais complicada.

Fair Play também pesa para os terceiros colocados

O critério disciplinar não influencia apenas a disputa dentro de cada grupo.

Nesta edição da Copa, oito dos doze terceiros colocados avançam para o mata-mata. Como essas seleções pertencem a grupos diferentes e não há confronto direto entre elas, a comparação das campanhas segue uma ordem prevista no regulamento.

Caso haja igualdade em pontos, saldo de gols e número de gols marcados, o Fair Play pode ser determinante para definir quem permanece na competição.

Isso significa que uma equipe pode acabar eliminada por ter acumulado mais cartões do que outra com campanha semelhante.

Cartões também podem gerar desfalques

Além da influência na classificação, o controle disciplinar também é importante para evitar suspensões.

Na fase de grupos, qualquer jogador que acumular dois cartões amarelos em partidas diferentes cumprirá suspensão automática na rodada seguinte.

Embora os cartões sejam zerados após a fase de grupos e novamente depois das quartas de final, a Seleção Brasileira precisará administrar esse aspecto, principalmente em partidas equilibradas, nas quais as faltas táticas costumam ser mais frequentes.

Histórico mostra impacto das suspensões

O Brasil já sofreu com esse tipo de situação em outras edições da Copa do Mundo. Em 2014, Thiago Silva ficou fora da semifinal contra a Alemanha por suspensão após acumular cartões amarelos.

Quatro anos depois, na Copa da Rússia, Casemiro também desfalcou a Seleção nas quartas de final diante da Bélgica pelo mesmo motivo.

Os episódios reforçam que, além da qualidade técnica, o controle disciplinar pode ser decisivo para o sucesso de uma equipe ao longo do Mundial.