Presidente de Associação dos Oficiais crítica fala de Styvenson sobre coronéis e cita polêmicas do senador como militar

Foto: Maria Liz/98 FM Natal

O presidente do Associação dos oficiais da Polícia Militar e Bombeiros do Rio Grande do Norte (ASSPMBMRN), coronel Moreira, criticou a falas do senador Styvenson Valentim (PSDB) em que disse que os coronéis da PM não “fazem nada” e “ganham dinheiro fácil”.

Para ele, as declarações do parlamentar foram “totalmente desnecessárias”, citando ainda relatos de outros coronéis, os quais acreditam que as falas dele são “intoleráveis e imperdoáveis”. Moreira também relembrou episódios polêmicos relacionados ao senador quando este era dos quadros da PM. As declarações foram concedidas durante o programa 12 em Ponto, da 98 FM Natal, nesta quarta-feira (1º).

Em relação à nota divulgada pela Associação, o presidente explicou que o documento, a princípio, seria apenas um posicionamento interno para os representantes das categorias, mas que foi repercutida e ganhou uma maior dimensão. Apesar de pontuar isso, Moreira defendeu o tom das críticas contra o senador ao afirmar que as palavras igualaram a “fala desnecessária”.

“Então eu não acho que a nota foi dura, até porque a fala do senador era totalmente desnecessária. Não tinha necessidade alguma de, em um evento ligado a uma inauguração de uma escola, ele estar se referindo a oficiais da Polícia Militar. Então a resposta foi dura, tal qual a fala dele desnecessária”, disse.

Questionado sobre uma possível influência política nas falas contra Valentim, o coronel defendeu a neutralidade da associação, reforçando que já se posicionou contrário ao governo Fátima Bezerra (PT), relacionada ao modelo de legislação da implementação do plano de cargo e carreiras dos militares implementado.

“Não temos governo de estimação. Nós sempre tivemos uma postura extremamente independente. Recentemente, ano passado, um vídeo meu viralizou, totalmente contrário a medidas que o governo atual fez com relação a lei de promoção de praças, que, no entender das associações oficiais, não é bom para a instituição, não é bom para a sociedade. Fui contra o modelo de legislação. A médio prazo, será insustentável, do ponto de vista financeiro.”, disse.

Atual diretor de tecnologia da Polícia Militar, ele também relembrou polêmicas de Styvenson enquanto militar. O presidente da Associação voltou a afirmar que ele não pagou por sua formatura. Além disso, o coronel relata que Valentim levou duas garotas de programa durante a festa de 100 dias da turma de cadetes da PM. O episódio foi relatado por colegas de turma e também pelo comandante da academia na época, o qual, conforme contou o presidente, determinou que ele fosse retirado do evento.

“A turma do Styvenson afirma com todas as letras que sim, o comandante da Academia da época determinou que ele fosse retirado da festa por colegas de turma. Isso é fato. [Causou] constrangimento absurdo perante todos os formandos, os aspirantes que ali estavam e seus familiares. Isso é fato notório dentro da turma do Stevenson e dos oficiais que faziam o corpo”, concluiu.