Milhares de venezuelanos ocuparam as ruas ao redor do mundo neste sábado (3), em manifestações de apoio à captura de Nicolás Maduro, após uma intervenção militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. A ação resultou, segundo informações oficiais americanas, na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e na retirada do casal do território venezuelano.
Em meio aos protestos, avenidas de Santiango, capital chilena, por exemplo, foram bloqueadas por manifestantes que entoavam gritos de “Obrigado, Chile”. Vestidos com camisetas e bandeiras nas cores da Venezuela, opositores do regime chavista comemoraram o desfecho da operação e classificaram a captura como um marco contra o governo de Maduro.
Além do Chile, as comunidades venezuelanas da Argentina, Peru, Brasil, Estados Unidos e em países da Europa também foram as ruas comemorar a prisão do ditador. Em imagens que circulam pelas redes sociais, é possível observar venezuelanos com bandeiras do país, entoando cantos e palavras de ordem contra o regime. Pelo mundo, os atos têm reunido famílias inteiras que deixaram o país nos últimos anos durante a ditadura de Maduro.
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De acordo com informações divulgadas por autoridades dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump teria autorizado a missão “há alguns dias”. A execução ficou a cargo da Força Delta do Exército americano, conforme relato de uma fonte com conhecimento direto da operação.
Ainda segundo essas informações, a localização de Nicolás Maduro foi monitorada pela CIA, que havia recebido autorização para atividades secretas em território venezuelano meses antes. Um senador republicano afirmou que Maduro foi preso para ser julgado nos Estados Unidos, após conversa com o secretário de Estado, Marco Rubio.
Ataque militar
A ofensiva começou por volta das 3h da madrugada (horário de Brasília) e atingiu Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo americano informou que a retirada de Maduro e Cilia Flores ocorreu em uma ação conjunta envolvendo tropas de elite e forças policiais dos EUA.
Durante a operação, jornalistas e testemunhas relataram explosões, colunas de fumaça e intenso sobrevoo de aeronaves sobre a capital venezuelana por cerca de 90 minutos. Em cidades litorâneas, moradores descreveram o céu avermelhado e tremores no solo provocados pelas detonações.
Paralelamente à ofensiva, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou a suspensão de voos de aeronaves americanas no espaço aéreo da Venezuela, citando riscos à segurança decorrentes da atividade militar em andamento.
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Com informações da CNN Brasil