O dólar encerrou esta segunda-feira (13) em queda de 0,29%, cotado a R$ 4,9969, marcando a primeira vez em mais de dois anos que a moeda norte-americana fecha abaixo do patamar de R$ 5. No mercado acionário, o Ibovespa avançou 0,41% por volta das 17h, aos 198.132 pontos, caminhando para um novo recorde.
O desempenho dos mercados ao longo do dia foi influenciado por desdobramentos recentes envolvendo o conflito no Oriente Médio. Pela manhã, investidores reagiram negativamente ao fracasso nas negociações por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. O cenário, no entanto, mudou ao longo do dia com novas sinalizações que elevaram o apetite por risco.
O presidente Donald Trump afirmou ter recebido uma ligação de interlocutores iranianos interessados em avançar nas tratativas. Segundo ele, há disposição para um acordo, mas advertiu que, caso isso não ocorra, o desfecho “não será agradável” para o Irã.
Horas antes, o tom era mais duro. Trump chegou a declarar que os Estados Unidos destruiriam qualquer embarcação iraniana que se aproximasse do bloqueio imposto no Estreito de Ormuz, citando ações semelhantes realizadas no Caribe em operações contra o tráfico de drogas.
O bloqueio a navios que trafegam de ou para portos iranianos entrou em vigor ainda nesta manhã. A medida provocou impactos imediatos no transporte marítimo internacional. Dois petroleiros ligados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico, enquanto outras embarcações passaram a evitar a região, considerada um dos principais corredores do comércio global.
No mercado de commodities, o petróleo registrou alta. O Brent, referência internacional, subia 3,27% por volta das 16h, a US$ 98,31 por barril. Já o WTI avançava 1,35%, cotado a US$ 97,87.
No cenário doméstico, investidores também repercutiram o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. A projeção de inflação para 2026 voltou a superar o teto da meta, em meio às incertezas externas. Para este ano, a estimativa do IPCA subiu para 4,71%, ante 4,36% na semana anterior, registrando a quinta alta consecutiva.
Com informações do g1