A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN) criticou a revogação da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”.
Em nota, a entidade afirma que a mudança pode afetar o equilíbrio concorrencial entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras. A tributação havia sido adotada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme.
A Fecomércio RN avalia que a medida coincidiu com a recuperação de setores do varejo e da indústria. No Rio Grande do Norte, a entidade cita dados do IBGE e do Ministério do Trabalho que apontam crescimento real de 4,7% no comércio em 2025, além de alta nominal de 9,6% nas vendas e a criação de cerca de 3,5 mil empregos formais no setor.
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Segundo a federação, o comércio nacional segue submetido a carga tributária, custos logísticos e obrigações trabalhistas que não incidem da mesma forma sobre produtos importados vendidos diretamente ao consumidor.
A entidade também aponta possível impacto sobre micro e pequenas empresas e alerta para reflexos na competitividade da produção nacional e na arrecadação pública.