IBGE atualiza recortes metropolitanos e aglomerações urbanas e RN segue sem alterações

Natal/ Foto: Asarug

O Rio Grande do Norte permanece com seus municípios inseridos na delimitação oficial do Semiárido brasileiro após a atualização dos recortes geográficos divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A nova versão do Quadro Geográfico de Referência para Produção, Análise e Disseminação de Estatísticas tem como base o ano de 2025 e reúne informações utilizadas na elaboração e divulgação de dados oficiais em todo o país.

Mudanças ocorreram em outros estados

Segundo o levantamento, não houve mudanças na composição territorial do Semiárido, que continua abrangendo 1.477 municípios distribuídos pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Desse total, 1.427 municípios tiveram sua permanência confirmada, enquanto outros 50 seguem incluídos de forma temporária, sem alteração normativa até o momento.

Além da manutenção da área do Semiárido, o IBGE registrou mudanças em outros recortes territoriais do país. A principal alteração ocorreu no Tocantins, onde a Região Metropolitana de Palmas recebeu a inclusão de 15 novos municípios. Já no Amapá, foram criadas seis novas regiões metropolitanas, fazendo com que todos os municípios do estado passem a integrar uma das sete regiões metropolitanas existentes.

Outra novidade foi a ampliação da Área de Livre Comércio de Boa Vista, em Roraima, que passou a incluir o município de Pacaraima, conforme legislação federal publicada em 2025.

O IBGE também promoveu ajustes nos limites de diversos recortes territoriais para adequá-los à malha municipal atualizada. Entre eles estão as áreas de atuação da Sudene e da Suframa, além de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas, mesorregiões, microrregiões, municípios costeiros e o Matopiba.

Os recortes atualizados estão disponíveis no Quadro Geográfico de Referência e podem ser consultados por meio da Plataforma Geográfica Interativa (PGI), ferramenta que permite visualizar mapas e acessar informações utilizadas por gestores públicos, pesquisadores e pela população em geral.