Uma servidora pública é investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude na emissão de documentos de identificação civil no Rio Grande do Norte. Ela foi afastada das funções por determinação judicial no âmbito da Operação Alter Ego, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23).
Segundo as investigações, a mulher teria utilizado suas credenciais funcionais para inserir dados biográficos falsos no sistema oficial e vincular suas próprias impressões digitais a registros de pessoas inexistentes. A prática teria permitido a criação de identidades fictícias com aparência de autenticidade.
De acordo com a Polícia Civil, os documentos fraudulentos teriam sido usados em atividades criminosas como abertura de contas bancárias, constituição de empresas de fachada e aquisição de veículos. O volume de registros suspeitos pode ultrapassar 400 casos, com possíveis desdobramentos em crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
A investigação teve início após comunicação da própria Polícia Científica do Rio Grande do Norte, que identificou inconsistências em registros antigos, anteriores à implantação do sistema biométrico. A partir da modernização da base de dados, foi possível revisar informações e detectar possíveis fraudes.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços residencial e profissional da investigada. Um notebook e um aparelho celular foram apreendidos.
A Justiça determinou ainda o afastamento cautelar da servidora e a proibição de acesso às dependências e sistemas institucionais.
O nome da operação, “Alter Ego”, faz referência ao método investigado, no qual a servidora utilizaria as próprias digitais para dar validade a identidades falsas.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.