A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa na manhã desta quinta-feira (7) em Teresina, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça do Maranhão. Ela é investigada por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.
A informação foi confirmada pela defesa da investigada e também pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão. Em publicação nas redes sociais, o governador afirmou que a empresária já estava sob custódia e que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos no caso.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Carolina Sthela foi localizada quando tentava deixar o estado. Já a defesa sustenta que ela havia viajado ao Piauí para deixar o filho de 6 anos sob os cuidados de pessoas próximas, alegando não possuir familiares no Maranhão que pudessem ficar com a criança.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada Nathaly Moraes afirmou que a cliente irá cumprir as determinações judiciais e responder às acusações dentro do devido processo legal. Segundo a defesa, Carolina não pretende se omitir das investigações e apresentará sua versão dos fatos no momento oportuno.
A prisão preventiva foi decretada após pedido da Polícia Civil do Maranhão. Na quarta-feira (6), investigadores estiveram na residência da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada no imóvel. De acordo com a polícia, apenas uma funcionária estava na casa no momento da diligência.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia do Araçagy, após a vítima registrar boletim de ocorrência denunciando agressões físicas e ameaças. Segundo o depoimento da jovem, as agressões começaram depois de ela ser acusada de furtar uma joia da patroa.
A vítima relatou à polícia que sofreu puxões de cabelo, tapas, socos e murros, além de ter sido derrubada no chão durante as agressões. Grávida de cinco meses, ela afirmou que tentou proteger a barriga enquanto era atacada.
Ainda conforme o relato, a joia procurada pela empresária foi encontrada posteriormente em um cesto de roupas sujas. Mesmo assim, as agressões teriam continuado. A jovem também afirmou ter sido ameaçada de morte caso denunciasse o episódio às autoridades.
No depoimento, ela disse ainda que um homem participou das agressões. Segundo a descrição apresentada à polícia, o suspeito seria alto, forte e moreno. Até o momento, ele não foi identificado oficialmente.
A Ordem dos Advogados do Brasil classificou o caso como possível prática de tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.
Em nota enviada à imprensa, Carolina Sthela afirmou que colabora com as investigações, repudiou qualquer forma de violência e pediu que não haja julgamento antecipado enquanto o caso segue em apuração.
Com informações do g1