A Polícia Civil de São Paulo prendeu neste sábado (20) mais três suspeitos de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jumping em Limeira, no interior paulista.
Com as novas prisões, sobe para seis o número de investigados detidos no caso, que chocou o país após a jovem ser lançada de uma ponte sem estar presa às cordas de segurança.
Jovem caiu de 40 metros sem equipamento preso ao corpo
Maria Eduarda morreu no último dia 13 de junho após saltar da chamada Ponte do Esqueleto. Segundo a investigação, a vítima deveria estar conectada a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava instalada no momento do salto.
A jovem foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem qualquer proteção. O momento foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais.
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Instrutores alegaram não saber quem era responsável pela checagem
Entre os presos estão os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, responsáveis por auxiliar a jovem na atividade.
Os três permanecem detidos e foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Em entrevista para o Estadão, a delegada Andrea Levy, responsável pelo caso, disse que os investigados afirmaram em depoimento que não se lembram de quem deveria instalar ou fiscalizar os equipamentos de segurança antes do salto.
Caso é tratado como homicídio com dolo eventual
A Polícia Civil investiga o episódio como homicídio com dolo eventual, quando o suspeito assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta de matar.
Além das circunstâncias da queda, os investigadores também apuram o desaparecimento de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do acidente.
Prefeitura anuncia ação contra a União
Ainda de acordo com a reportagem, a Prefeitura de Limeira informou que pretende ingressar com uma ação judicial contra a União, alegando omissão na fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto.
Por sua vez, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) afirmou que a atividade esportiva realizada no local não possuía autorização.
Em nota, o órgão lamentou a morte da jovem e informou que a ponte integra um trecho não implantado de um antigo ramal ferroviário localizado em propriedades particulares. Segundo a SPU, a transferência patrimonial da área para o órgão federal foi concluída apenas em março de 2026.
Investigação segue em andamento
As identidades dos três suspeitos presos neste sábado não foram divulgadas pela polícia.
Enquanto as investigações avançam, os responsáveis pela operação do salto afirmam não conseguir explicar como Maria Eduarda foi lançada da ponte sem estar conectada aos equipamentos de segurança obrigatórios.
Um dos investigados afirmou em depoimento à Polícia Civil, divulgado pelo portal g1, que os protocolos de segurança eram seguidos normalmente antes das atividades. Segundo ele, as inspeções dos equipamentos eram realizadas rotineiramente antes de cada salto.
“No dela estamos sem entender até agora”, declarou. Ao relatar os momentos após o acidente, o instrutor afirmou que desceu até o local onde Maria Eduarda estava sendo socorrida para acompanhar o atendimento prestado à vítima.
Apesar da declaração, a investigação aponta que a jovem foi lançada da ponte sem estar conectada às cordas de segurança obrigatórias. A Polícia Civil apura agora de quem era a responsabilidade pela instalação e conferência dos equipamentos antes do salto.