O PT aprovou no domingo, em seu 8º Congresso Nacional, um manifesto com propostas de reformas do Judiciário, do sistema político e das emendas parlamentares, visando a reeleição de Lula em 2026.
O documento foi elaborado pelo presidente da legenda, Edinho Silva, com influência do ex-ministro José Dirceu, e excluiu a proposta de reforma do sistema financeiro que citava o caso do Banco Master.
O manifesto se estrutura em três eixos: fortalecimento do investimento público, crescimento econômico com distribuição de renda e transição produtiva, tecnológica e ambiental com soberania nacional.
O texto prevê reforma política para alterar o modelo de execução das emendas parlamentares, tema que tem gerado conflitos entre o Executivo e o Congresso desde o início do governo Lula.
O ministro José Guimarães afirmou que o objetivo central do documento é atrair partidos de centro, como PSD, MDB e União Brasil, para compor a base de apoio à candidatura presidencial do PT.
Lula não compareceu ao evento por estar em recuperação de procedimentos médicos. O presidente da legenda, Edinho Silva, admitiu que o partido precisa entender por que segmentos como a juventude evangélica e motoristas de aplicativo resistem ao PT.
O congresso também apresentou uma peça publicitária produzida com inteligência artificial que associa o escândalo do Banco Master ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que gerou mal-estar entre integrantes do Centrão aliados ao governo.