O Carnaval de 2026 deve injetar R$ 455,6 milhões na economia do Rio Grande do Norte, segundo pesquisa do Instituto Fecomércio RN. O levantamento aponta aumento da intenção de consumo dos potiguares após o período de festas de verão, com reflexos diretos no comércio, no turismo e no setor de serviços durante o feriado.
Em Natal, 59,7% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprar algum produto ou serviço para o Carnaval, índice superior ao registrado em 2025 (56%) e 2024 (45,1%). Em Mossoró, o comportamento é semelhante: 57% dos consumidores disseram que devem consumir no período, acima dos percentuais de 2025 (53,8%) e 2024 (51,7%).
Gasto médio cresce em Natal e Mossoró
O levantamento também aponta alta no gasto médio dos consumidores. Em Natal, a projeção é de R$ 400,97, enquanto em Mossoró o valor chega a R$ 401,04. As despesas devem se concentrar principalmente em alimentos e bebidas, vestuário e calçados, transporte e combustível, acessórios e viagem ou hospedagem.
Entre os fatores que influenciam a decisão de compra, o preço aparece como principal critério, sobretudo entre os mossoroenses (56,8%). Também pesam a qualidade, a variedade dos produtos e o atendimento.
Pix lidera em Natal; crédito é preferência em Mossoró
As formas de pagamento variam entre os municípios. Em Natal, a maioria dos consumidores deve optar por Pix ou transferência (37,3%), seguidos pelo cartão de crédito (34,5%). Já em Mossoró, o cartão de crédito lidera com 46,2%, enquanto o Pix aparece em segundo lugar, com 28,8%.
Turismo e litoral aquecem serviços
O turismo deve ser um dos grandes impulsionadores da economia durante o feriado. A maioria dos entrevistados pretende aproveitar o Carnaval no litoral potiguar — 62,3% em Natal e 41,1% em Mossoró. Com isso, a expectativa é de aumento na demanda por combustíveis, alimentação fora do lar, mercados, lojas de conveniência, manutenção rápida, transporte complementar e serviços turísticos.
A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 13 e 25 de janeiro de 2026, com 600 entrevistas em Natal e 505 em Mossoró. O estudo tem 95% de nível de confiança e margem de erro de três pontos percentuais.