A cesta básica ficou mais cara em Natal pelo quarto mês consecutivo, segundo levantamento do Procon Natal. Em abril, 62,5% dos 40 itens pesquisados registraram aumento de preço. O valor médio da cesta subiu de R$ 450,69 para R$ 457,23 — um acréscimo de R$ 6,54 (1,43%).
O maior reajuste foi na categoria hortifrúti, com aumento de 7,53%. Destaques:
- Batata: +23,18%
- Tomate: +23,04%
- Repolho: +12,93%
- Cebola: +7,13%
Outros aumentos:
- Mercearia: +1,33% (com destaque para café +7,08% e leite +1,73%)
- Higiene/Limpeza: +1,76%
- Açougue: +0,24%
Desde o início de 2024, o número de itens com aumento tem crescido mensalmente. Em abril, 25 produtos subiram de preço, quatro a mais que em março.
Diferença entre tipos de comércio
A pesquisa mostrou que os hipermercados têm os maiores preços, seguidos por supermercados. Os atacarejos seguem com os menores valores. Comparado aos atacarejos:
- Hipermercados são 15,40% mais caros
- Supermercados de bairro, 10,71% mais caros
A economia para o consumidor pode chegar a R$ 47,93 a R$ 66,11 com pesquisa de preços antes da compra.
Diferença por região da cidade
- Zona Oeste: menor preço médio (R$ 445,04)
- Zona Sul: R$ 454,89
- Zona Leste: R$ 467,42
- Zona Norte: R$ 469,87 (alta de R$ 13,24 em relação ao mês anterior)
A diferença entre a região mais barata (Oeste) e a mais cara (Leste) é de R$ 24,83.
Alerta e recomendações
Segundo Dina Perez, diretora-geral do Procon Natal, o aumento contínuo reforça a importância do monitoramento dos preços para garantir transparência e promover o consumo consciente. Ela recomenda que os consumidores aproveitem promoções e planejem as compras, utilizando as informações disponíveis no site: www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa.
O órgão está disponível para dúvidas e denúncias pelo e-mail [email protected] ou presencialmente na Rua Ulisses Caldas, 181, Cidade Alta.