Narcóticos Anônimos abre reuniões ao público no RN durante semana mundial de conscientização

Objetivo central é informar dependentes químicos que ainda não conhecem a irmandade sobre a existência das reuniões e como acessá-las

Foto: divulgação

O grupo de Narcóticos Anônimos (NA) realiza até domingo (7) a Semana Mundial de Relações Públicas, com ações em oito cidades do Rio Grande do Norte. A mobilização inclui reuniões abertas, palestras, mutirões de cartazes em espaços públicos e encontros virtuais.

O objetivo central é informar dependentes químicos que ainda não conhecem a irmandade sobre a existência das reuniões e como acessá-las. O princípio do anonimato pessoal, base do programa, limita a visibilidade da NA e justifica a realização anual da semana.

NA é uma sociedade sem fins lucrativos formada por pessoas para quem as drogas se tornaram um problema. O único requisito para participar é o desejo de parar de usar — não há taxas, matrícula nem vínculo religioso, político ou policial.

As ações da semana também são direcionadas a profissionais com contato frequente com dependentes: médicos, juízes, assistentes sociais, psicólogos e agentes penitenciários.

A intenção é que esses profissionais saibam encaminhar pessoas às reuniões quando necessário. A irmandade funciona com autofinanciamento, sem receber recursos públicos ou privados externos. Por ser gratuita, reduz a demanda sobre serviços como CAPS, hospitais e sistema prisional sem custo para o Estado.

A comunicação da NA segue o princípio da atração, não da promoção — a proposta não é fazer publicidade, mas manter o caminho visível para quem busca saída. Histórias de recuperação levadas ao público contribuem para reduzir o estigma em torno da dependência química.

No Rio Grande do Norte, a irmandade conta com 20 grupos, 43 reuniões semanais e uma linha de ajuda permanente. As cidades participantes da semana estão distribuídas por diferentes regiões do estado.

Fundada nos Estados Unidos em 1953, NA está presente em mais de 140 países, com reuniões realizadas diariamente em diferentes idiomas. No Brasil, o programa chegou na década de 1980 e hoje reúne grupos em todas as regiões do país.