[VÍDEO] Obra da lagoa de captação Jardim Primavera deve ser concluída até abril, aponta secretária de Infraestrutura

De acordo com a secretária Shirley, a lagoa transbordou após quase 100 milímetros de chuva

A secretária de Infraestrutura de Natal, Shirley Cavalcante, afirmou que a obra na lagoa de captação Jardim Primavera, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na zona Norte de Natal, deve ser finalizada até abril. Segundo a titular da Seinfra, o transbordamento registrado no dia 9 de fevereiro foi causado por uma intervenção em andamento na Rua José Luiz da Silva, via responsável pelo escoamento da água da lagoa. A declaração foi dada durante entrevista ao programa 12 em Ponto, da Rádio 98 FM Natal, nesta sexta-feira (20).

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De acordo com a secretária, a lagoa transbordou após quase 100 milímetros de chuva. Ela destacou que, das 82 lagoas de captação existentes na capital, apenas a do Jardim Primavera apresentou esse tipo de ocorrência. “Essa obra está acontecendo justamente por causa de um rompimento, de um amassamento dessa tubulação que está toda obstruída. Então, o escoamento da água da lagoa está interrompido”, explicou.

Segundo ela, mesmo com bombas instaladas para manter o nível da água sob controle, a complexidade da operação dificultou a resposta imediata. O bombeamento é feito por mangueiras que percorrem até 700 metros ou 1,5 quilômetro, e que, conforme relatado, acabam sendo danificadas por veículos ou até cortadas.

A secretária informou que a cratera na via surgiu em agosto e que a obra é considerada complexa e onerosa, já que o tubo passa a nove metros de profundidade em uma rua estreita, com imóveis colados à via. A previsão de conclusão é abril, com recursos próprios do município. Paralelamente, a pasta trabalha em projetos para criar alternativas de escoamento, já que a tubulação, implantada há cerca de 20 anos, sofreu corrosão ao longo do tempo por receber, além de água da chuva, esgoto e água servida.

Margem de segurança e retirada das mangueiras

Shirley Cavalcante afirmou que a parte mais difícil da intervenção já foi superada, com a localização e abertura do tubo para desobstrução. Parte da água já voltou a escoar normalmente pela tubulação, além do bombeamento auxiliar.

A Secretaria também estuda substituir as mangueiras por tubulações metálicas mais curtas e trabalha na ampliação da capacidade da lagoa, com escavações para aumentar a margem de segurança. Apesar disso, ainda não há data definida para a retirada completa das mangueiras espalhadas pelas ruas.

Desobstrução de galerias e descarte irregular de lixo

Durante a entrevista, a secretária destacou que a gestão intensificou o trabalho de desobstrução das galerias com caminhões de sucção e hidrojato. Segundo ela, mais de 40 mil toneladas de lixo foram retiradas das galerias, o que contribuiu para a redução de pontos de alagamento.

De acordo com Shirley, em uma chuva registrada em fevereiro deste ano, a cidade teve quatro pontos de alagamento, contra 13 em situação semelhante anteriormente. Ela atribuiu a melhora tanto ao trabalho da gestão quanto à necessidade de maior conscientização da população. “O descarte irregular é o grande causador dessas obstruções”, afirmou.

Pontos críticos e obras em andamento

Entre os pontos de alagamento já resolvidos, a secretária citou a Avenida 4 (Presidente Sarmento), cuja obra foi inaugurada em dezembro. Outros locais seguem com intervenções ou projetos em andamento, como a Avenida da Integração, a região da Solange Nunes (em frente à ONU Metais) e a Rua Mipibu, nas proximidades do Colégio Maria Auxiliadora.

Algumas dessas obras serão executadas com recursos do FINISA (financiamento obtido pelo município) e do PAC FGTS. Em outros casos, segundo ela, a solução depende exclusivamente de obras estruturantes.

Assistência às famílias afetadas

Com o transbordamento do último dia 9, moradores voltaram a enfrentar alagamentos, com água invadindo residências e dificultando a circulação de veículos e pedestres. Algumas famílias precisaram deixar suas casas.

A secretária informou que, de imediato, a Defesa Civil realizou a avaliação dos imóveis atingidos, enquanto a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) prestou apoio às famílias desalojadas, com oferta de abrigo e assistência social.