A delegada Ana Cláudia Saraiva afirmou, nesta quarta-feira (26), que as organizações criminosas envolvidas em recentes confrontos na zona Oeste de Natal disputam território e já tiveram suas lideranças identificadas. No entanto, um ponto considerado importante da Operação Farol da Justiça, pela delegada foi o bloqueio de mais de R$ 70 milhões em bens ligados aos investigados, medida que ela classificou como decisiva para enfraquecer financeiramente as facções.
Segundo Ana, as investigações da operação, conduzida pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), permitiram revelar quem comandava os grupos e quem participou dos disparos de arma de fogo em via pública.
Ao detalhar o avanço das apurações, Ana Cláudia explicou que o trabalho partiu justamente dos episódios de confronto entre as facções, conforme já havia sido citado pela Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor). Segundo ela, a partir desse cenário, a polícia conseguiu identificar tanto os líderes quanto os executores dos ataques armados nos bairros como Felipe Camarão e Mãe Luíza.
A delegada ressaltou que as prisões realizadas nessas regiões são consideradas estratégicas por atingirem figuras envolvidas diretamente em ações destinadas a “aterrorizar a população”. Ela afirmou que o Estado tem buscado dar uma resposta rápida e integrada, articulando esforços entre Polícia Civil, Polícia Militar, sistema penal, Ministério Público, Poder Judiciário e Polícia Científica.
Outro ponto enfatizado foi o alcance nacional das operações, que resultaram também em prisões fora do Rio Grande do Norte. Para a delegada, o bloqueio patrimonial é um divisor de águas. “É descapitalizando essas organizações criminosas que conseguiremos enfraquecer a circulação de drogas, o contrabando de armas e a disponibilidade de armamentos que alimentam esse ciclo de violência”, afirmou.